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Diário da Região

29/01/2018 - 22h21min / Atualizado 29/01/2018 - 22h21min

OPERAÇÃO

PM e equipe da Justiça põem fim a matinê

Adolescentes chegaram a jogar garrafa de bebida em viatura policial

Reprodução Internet Parte das garrafas de bebida encontradas em frente à boate
Parte das garrafas de bebida encontradas em frente à boate

Festa em uma boate com a presença de 800 jovens, incluindo muitos menores, acabou em confusão na tarde deste domingo, dia 28, em Rio Preto. Adolescentes atiraram garrafa em viatura e xingaram policiais militares e agentes da Vara da Infância e da Juventude, que fecharam a boate depois de denúncias de consumo de álcool e drogas por menores.

Foi feito um auto de infração contra o dono da boate Ledz, que fica na avenida marginal governador Adhemar Pereira de Barros. Além dele, o dono de um bar e um promotor de eventos também foram autuados no fim de semana por festas com a presença de bebidas e menores. As operações fazem parte de fiscalização pelo juiz da Infância, Evandro Pelarin.

Segundo agentes da Vara da Infância, a Polícia Militar foi chamada por vizinhos da boate, que estavam incomodados ao ver adolescentes ingerindo bebidas alcoólicas e fumando maconha na frente das casas.

O dono da boate tinha alvará da Justiça para realização de uma matinê, com presença de adolescentes com idades entre 13 e 17 anos, mas, segundo os agentes da Justiça, os jovens presentes podiam comprar bebidas alcoólicas como vodca dentro da boate, o que não é permitido em festa juvenil.

Quando os policiais militares anunciaram que o local seria fechado por descumprimento das limitações impostas pelo alvará, um grupo de adolescentes passou a xingar os policiais e jogou um garrafa contra o para-brisa de uma das viaturas.

Diante da confusão, a PM mobilizou 17 viaturas com 40 policiais - todo o efetivo de plantão no domingo. O quarteirão da boate foi cercado para evitar a fuga em massa dos adolescentes. "A agressão a um policial por parte de um adolescente, independente da forma, demonstra imaturidade somada a uma frágil formação do caráter, ingredientes propícios para um futuro impróspero", disse o porta-voz da PM, capitão Rafael Henrique Helena.

Chamado pela PM, o chefe dos agentes voluntários da Vara da Infância e Juventude, Luciano Leonel Martins, afirma que foi confirmada a venda de bebidas para adolescentes. "Quando entrei na boate tinha um forte cheiro de maconha. A bebida era vendida em copos de plásticos personalizados. Qualificamos uns 10% dos jovens, por amostragem, porque seria impossível qualificar todos 800 jovens. O uso de bebidas e drogas na porta era demais. Boa parte dos adolescentes abordados apresentava fala partida, desconexa e olhos avermelhados", afirma.

Segundo Luciano, também foi encontrado um freezer lotado de bebidas, o que é indício de que o estabelecimento estava preparado para muita venda de bebidas.

Os 80 jovens qualificados pelos agentes tiveram suas saídas permitidas somente após a chegada dos pais e responsáveis. Os adolescentes deverão ser convocados nos próximos dias para audiência na Justiça.

Os policiais militares aprenderam garrafas de bebidas alcoólicas - elas serão apresentadas ao Ministério Público. O juiz Evandro Pelarin vai aguardar o relatório dos agentes para estudar quais as medidas a serem adotadas contra o proprietário da boate. "Vamos aguardar o auto de infração para saber onde há responsabilidade da boate que, obviamente, não pode distribuir bebidas alcoólicas. Se comprovada que a boate concorreu para os riscos averiguados, será multada", diz o juiz.

Segundo Pelarin, no alvará concedido estava expressa a proibição de venda de bebidas para menores de idade.

Outro lado

O responsável pela boate alega que dentro da casa noturna não havia venda ou oferta de bebidas alcoólicas a menores. "O que encontraram foram garrafas vazias do lado de fora da boate," afirma.

Segundo ele, a abordagem da polícia se deu porque alguns adolescentes arremessaram um copo em uma viatura. "Não houve denúncias de vizinhos." Ele afirma ainda que o freezer com bebidas, a que se referiu o agente da Vara da Infância, estava coberto com um pano e desligado.

Outros casos

Na madrugada de sábado, os agentes voluntários autuaram o dono de um bar no Jardim Yolanda e os organizadores de um show de pagode por não adotarem medidas contra a venda de bebidas para menores. Em ambos os casos, as organizações garantem que seguem a lei e informaram que, nos dois casos, foram namorados adultos de adolescentes que compraram bebidas alcoólicas.

 

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