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Diário da Região

17/01/2018 - 22h16min / Atualizado 18/01/2018 - 10h31min

As gangues do 171

Golpistas miram comércio

Com documentos falsos e cartões clonados, eles compram em Rio Preto, fogem e deixam para trás muito prejuízo

Divulgação/Polícia Civil Golpistas foram presos com diversos documentos falsificados
Golpistas foram presos com diversos documentos falsificados

Donos de lojas de Rio Preto viraram alvos preferenciais de uma onda de golpes aplicados por estelionatários vindo de outras regiões e até de outros estados. Com documentos falsos e cartões de crédito clonados eles fazem grandes compras, desaparecem e deixam para trás prejuízo.

Segundo a Polícia Civil, antes de aplicar os golpes, os estelionatários abrem empresas de fachada com documentos falsos ou furtados. Com o CNPJ conseguem cartões de crédito, empréstimos e talões de cheque. Com isso em mãos, escolhem as lojas e empresas para aplicar os golpes pessoalmente ou por meio da internet. Os truques são usados para comprar e até para conseguir empréstimos em lojas de departamento.

O delegado coordenador da DIG, Fernando Tedde, afirma que os estelionatários sempre pedem parcelamento e solicitam 30 dias para o primeiro pagamento. Fornecem endereço de uma casa vazia, alugada com nome falso, só para receber as mercadorias, depois desaparecem sem pagar a locação. Em alguns casos, usam residências de laranjas. "Esse tempo eles usam para receber a mercadoria e depois desaparecer. Sempre fornecem endereço falso de entrega ou dão desculpa para pegar direto na transportadora. Somem depois de receber o produto em mãos", explica.

Na semana passada, uma fabricante de semi joias procurou a DIG depois de sofrer dois golpes e acumular R$ 11 mil em prejuízo. Nos dois casos, os estelionatários usaram nomes diferentes para fazer as compras. "Foi com base na pista deste caso que conseguimos prender a quadrilha em Uberlândia, que tinha uma mulher da cidade e mais dois homens de Ituiutaba. A equipe ficou de campana no lugar indicado para entrega da mercadoria e deu voz de prisão assim que eles receberam os produtos", explica o delegado.

Há também os golpistas que agem sozinhos ou em dupla, como foi na prisão do casal Edson Pereira Amaral e Thaina dos Santos, detido na noite de sábado, 13, com diversos documentos falsos e cartões clonados, após tentarem fazer grande compra em uma loja. Com a mulher foram apreendidos sete RGs com nomes, data de nascimento e locais de nascimento diferentes. Com o homem foram encontrados mais dois RGs falsificados. Para dar autenticidade, em cada documento ela usava uma foto com roupa diferente. Com esses documentos eles já tinham conseguido abrir conta em banco e estavam com seis cartões de crédito.

O delegado Jairo Garcia Pereira ficou impressionado com a quantidade de documentos falsificados e a facilidade que os golpistas têm para conseguir abrir contas. "Só depois que mostramos os documentos encontrados eles admitiram falsidade ideológica."

O diretor da Associação Comercial de Rio Preto (Acirp) Walter Carrazone Júnior afirma que os funcionários de crediários de lojas deveriam passar por treinamento para evitar os golpes. "O pessoal precisa fazer um cadastro bem detalhado antes de autorizar a venda. Na maioria das vezes, ficam com receio de pedir o RG e o comprovante de residência e o cliente ir embora, mas isso pode evitar que a empresa possa ser alvo de estelionatários", afirma.

Truques dos estelionatários

Esquema 1

  • O golpista consegue RG e CPF falsos.
  • Com os documentos e comprovante de residência falsificados, abrem conta em banco e crediário em lojas de departamento
  • Vão às lojas e fazem compras ou até empréstimos
  • Lojistas e bancos vão cobrar e não encontram mais ninguém.

Esquema 2

  • Golpistas abrem empresas com documentos falsos
  • Um dos estelionatários finge ser representante de uma rede e compra grandes volumes de produtos
  • Fornecem endereço falso de entrega (geralmente, eles existem, mas não têm ligação nenhuma com os golpistas)
  • Depois ligam para a transportadora mudando o endereço da entrega ou pedem para buscar na sede da transportadora
  • Golpistas somem e, quando vence o prazo para pagamento, não são localizados

Esquema 3

  • Golpistas conseguem duplicar cartões de crédito
  • Fazem encomendas pela internet
  • Fornecem endereço de entrega, pegam a mercadoria e desaparecem.
  • Depois cancelam todos os contatos telefônicos e não são mais localizados

Fonte : Polícia Civil

Como escapar

O delegado da DIG, Fernando Tedde recomenda aos comerciantes muita cautela na hora de fechar grandes vendas para não cair em golpes.
"Não mande imediatamente a mercadoria para a transportadora. Alegue que precisa recorrer ao depósito em outras cidades. Neste meio tempo, faça a checagem de dados sobre o comprador e o endereço da empresa" recomenda o delegado.
Um das medidas é consultar serviço de proteção ao crédito como SCPC, as empresas de cartão de crédito e até a polícia para verificar os nomes dos compradores.
Outra dica estabelecer uma quantidade máxima por vendas, para evitar de entregar grande lote de produto, para não sofrer um grande prejuízo.
"Sabemos que os comerciantes estão na luta para vender mais e sair da crise, mas é preciso muito cuidado, para não afundar mais ainda ao ser tapeado por golpistas", aconselha o delegado.

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