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Diário da Região

10/01/2018 - 21h58min / Atualizado 11/01/2018 - 09h34min

VIOLÊNCIA SEXUAL

Região de Rio Preto tem um estupro de vulnerável a cada dia

Foram 356 casos de janeiro a novembro do ano passado. Nesta semana, em três dias, três crianças foram vítimas de abuso sexual

Todo dia uma pessoa considerada vulnerável é vítima de estupro na região de Rio Preto. No ano passado, de janeiro a novembro, foram registrados 356 casos de violência sexual contra crianças, deficientes mentais ou adultos embriagados ou dopados. Só em Rio Preto foram 108 registros, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com a polícia, 90% dos casos são contra menores de 14 anos.

O caso mais recente ocorreu nesta terça-feira, 9, no João Paulo 2º, onde uma criança de 6 anos foi estuprada por um adolescente de 14. O jovem pegou a menina quando ela estava brincando em um parquinho, levou a uma casa abandonada e cometeu o estupro.

A mãe da menina começou a desconfiar de que algo de errado tinha acontecido com a filha depois que o irmão dela disse não ter visto a irmã no parquinho. Quando a criança chegou em casa, a mãe teve de convencê-la a falar onde estava e o que tinha acontecido. "Ela estava no parquinho brincando com uma menina de 8 anos. O primo dessa menina pegou minha filha, colocou numa bicicleta e levou para um lugar. Levei a menina na UPA Jaguaré", relata a mãe.

Ao ver que a menina apresentava ferimentos genitais, a médica de plantão na UPA chamou a Polícia Militar. A criança foi encaminhada para o atendimento especial de vítimas de crimes sexuais do Hospital da Criança e Maternidade (HCM). O adolescente não foi encontrado.

"Minha filha vai precisar agora ter acompanhamento psicológico. Meu marido ficou com vontade de pegar o garoto, mas vai esperar para ver o que a Justiça vai fazer", diz a mãe.

Também nesta terça-feira, um seringueiro foi preso em Tanabi por ter estuprado duas crianças, de 3 e 6 anos, que são irmãs. Ele morava na mesma casa que as meninas e cometeu o crime no domingo, dia 7.

Convívio

Segundo a delegada Dalice Aparecida Ceron, da Delegacia de Defesa da Mulher, 90% dos crimes sexuais contra crianças são cometidos dentro ou perto de casa. "As pessoas que cometem os crimes são do convívio das crianças, parentes ou vizinhos, que contam com a confiança dos pais, que nem imaginam que algo assim possa acontecer."

O estuprador pode pegar de seis a dez anos de cadeia, mas a pena pode ser aumentada para 18 anos se houver grave lesão, e 30 anos se matar a vítima. Nos estupros cometidos por adolescentes, a punição do crime depende de avaliação da Vara da Infância e Juventude, que pode determinar a internação da jovem.

Somente a partir setembro de 2016 o governo passou a contabilizar os casos de estupro contra vulneráveis. Eles representam 76% de todos os casos de estupro.

Atenção ao comportamento

Especialista em cuidados com crianças vítimas de estupro, a pedagoga Lucimara Lopes afirma que os pais precisam estar atentos aos sintomas porque as vítimas nessas idades nem sempre revelam o que sofreram. "Quando há conjunção carnal, dá para perceber o estupro por ferimentos, sangramentos genitais, que inclusive respingam na roupa íntima da criança. O mais difícil de descobrir é quando o estuprador abusa da criança sem praticar penetração. É preciso estar atento às mudanças de comportamento."

Após ser abusada, a criança pode não contar o que aconteceu porque sofre ameaças do estuprador. Com o tempo ela se torna agressiva, retraída e depressiva, mas também pode começar a fazer brincadeiras sexuais, querer tocar genitais de outras crianças e até iniciar precocemente a masturbação, explica Lucimara.

A criança vítima de abuso sexual precisa de acompanhamento psicológico, porque há risco de carregar o trauma até a vida adulta, o que pode dificultar relacionamento com outras pessoas. "Em muitos casos, o estuprador é uma pessoa que também foi vítima de abuso sexual", afirma a especialista. (MAS)

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