Diário da Região

12/01/2018 - 22h03min / Atualizado 13/01/2018 - 09h40min

DIVERSÃO

Brincadeiras que ajudam no desenvolvimento

Confira cinco atividades, algumas consideradas antigas, mas que auxiliam a desenvolver as crianças

Mara Sousa 05/01/2018 Siane da Silva brincando de boneca com a filha Lorena
Siane da Silva brincando de boneca com a filha Lorena

Chega às férias escolares e os pais ficam com aquela sensação de como as brincadeiras mudaram ao decorrer dos últimos anos. Se antes as crianças brincavam de telefone sem fio, forca e rodar peão, hoje elas se divertem com celulares, tablets e spinners. Quem nunca ouviu, ou disse, aquela frase, "no meu tempo as brincadeiras eram diferentes".

O ato de brincar apresenta inúmeros benefícios para a infância, tendo um papel fundamental no desenvolvimento humano. A psicopedagoga Regina Caminha Braga destaca a importância das brincadeiras infantis. "A criança precisa experimentar, ousar, tentar e conviver com as mais diversas situações, brincando com outras crianças, adultos e objetos do meio."

Além de diversão, algumas brincadeiras "antigas" ajudam no desenvolvimento das crianças. O Diário listou algumas delas, apresentando os benefícios de cada uma e a maneira de se brincar.

(Colaborou Rone Carvalho)

Vínculo afetivo e criatividade

Brincar com bonecos e bonecas é uma das brincadeiras mais clássicas, seja uma princesa ou um super-herói. É com eles que as crianças atenuam angústias e ansiedades e afloram a criatividade.

Como brincar: uma das formas mais comuns, logo na infância, é apresentar a boneca como um bebê para a criança, criando o vínculo afetivo de papai e mamãe - como fez Siane da Silva, com a filha Lorena. Mas, na maior parte das vezes, basta dar os bonecos nas mãos das crianças que elas mesmas inventam as brincadeiras.

Benefícios: vínculo afetivo, ajuda na prevenção da ansiedade e aflora a criatividade.

Idade: desde o nascimento.

Trabalho em equipe

Reprodução Passa anel
Passa anel

Só um anel. É apenas disso que você precisa para se divertir com esse jogo. Reúna a família ou os amigos, arrume um espaço para sentar e se divirta, aliás, não se esqueça de passar o anel.

Como jogar: Uma criança fica com o anel, enquanto as outras do grupo se sentam uma ao lado da outra com os braços apoiados no colo e com a palma das mãos unidas. A criança com o anel deve passá-lo entre a palma das mãos dos amigos. Quando resolve parar, abre as mãos mostrando que estão vazias e pergunta para um dos participantes: "Com quem está o anel?". Se ele acertar, será o próximo a passar. Se errar, quem recebeu o anel é quem passa.

Benefícios: desenvolve trabalho em equipe e respeito ao próximo.

Idade: a partir dos 6 anos.

Raciocínio e agilidade

Reprodução Stop
Stop

O stop é uma clássica brincadeira do passado. Quem nunca jogou e quis que o colega não conseguisse acabar antes de preencher todas as palavras? Para brincar é necessário canetas, folhas de papel, agilidade e muito raciocínio, o resultado é diversão para toda família.

Como jogar: escolha algumas categorias, como: nome, animal, cor e frutas. Em seguida, faça uma tabela com colunas e coloque em cada uma delas uma categoria. Com todo mundo reunido, é vez de falar "stop" e cada um coloca a mão com quantos dedos quiser (um, dois, cinco). O número total é a letra do alfabeto da jogada (3, por exemplo, equivale à letra C). Todos escrevem em suas tabelas, o mais rápido possível, palavras que comecem com a letra escolhida e se encaixem naquela categoria. Quem terminar de preencher primeiro diz "stop" e todos param. Feito isso, é só contabilizar 5 pontos para palavras repetidas e 10 pontos para palavras diferentes. Vence quem tiver o maior número de pontos ao final.

Benefícios: trabalha a interação e a comunicação, desenvolvendo habilidades de raciocínio, memória, agilidade, competição e liderança.

Idade: a partir de 8 anos

Equilíbrio e matemática

Reprodução Amarelinha
Amarelinha

Jogar, pular, agachar e pegar a pedrinha, tudo sem pisar na linha. A tradicional amarelinha foi inventada pelos romanos, entretanto, os primeiros registros do jogo são do século 17, quando crianças pulavam sobre linhas no chão, simbolizando a trajetória do homem através da vida.

Como jogar: Para brincar, desenhe um caminho no chão e divida-o em casas numeradas de 1 a 10. Jogue a pedrinha em ordem numérica, primeiro o 1, depois o 2 e assim por diante - vale lembrar que a criança não pode pisar na casinha que estiver com a pedrinha - ela deve pular em um pé só, sem pisar nas linhas, até o final do trajeto. Após isso, deve retornar, apanhar a pedrinha e recomeçar, dessa vez atirando a pedra na segunda casa e depois nas seguintes até passar por todas. O participante não pode pisar, perder o equilíbrio e colocar o outro pé no chão ou jogar a pedra na risca nem atirá-la fora da risca. Se isso acontecer, ele volta para o início. Vence quem completar o caminho primeiro.

Benefícios: trabalha o equilíbrio infantil, a matemática, lógica e compreensão do que deve ser feito.

Idade: a partir dos 4 anos.

Lógica e pontaria

Fotos: Reprodução Bolinha de gude
Bolinha de gude

Gude, baleba, bila, nica e bolita, esses são apenas alguns dos nomes do jogo criado há muito tempo, que atravessa gerações. Tanto que hoje existe até mesmo em aplicativo.

Como jogar: Primeiro, cava-se um buraquinho, conhecido como poça. Ao acertar a bolinha dentro do buraco, o participante ganha o direito de lançar sua bolinha contra as dos adversários. As bolinhas atingidas são conquistadas. Se errar, a vez passa para o próximo. O jogo acaba quando um participante conseguir pegar todas as bolinhas do adversário.

Benefícios: trabalha com habilidades lógicas e matemáticas, ao colocar a criança na situação de somar ou subtrair as bolinhas.

Idade: a partir dos 6 anos.

Mobilidade e flexibilidade

Reprodução Pula elástico
Pula elástico

Para quem gosta de se exercitar e se divertir, essa é uma ótima brincadeira. Nela, as crianças conseguem junto aos amigos e pais desenvolver flexibilidade.

Como jogar: O ideal é que duas crianças fiquem 2 metros afastadas uma da outra, enquanto o outro participante se posiciona no centro do elástico para fazer todos os movimentos da cantiga. Pode pular com os dois pés em cima do elástico, com os dois pés fora dele, saltar com um pé só e depois com o outro. Se errar, o participante troca de posição com um dos colegas que estão segurando o elástico, vence quem conseguir pular mais alto.

Benefícios: trabalha com movimentos do corpo, mobilidade, flexibilidade, além de servir como exercício físico.

Idade: a partir dos 6 anos.

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