Diário da Região

11/01/2018 - 21h59min / Atualizado 12/01/2018 - 09h22min

EDUCAÇÃO

Secretaria cria manual para orientar funcionários de creches

Práticas estão reunidas em um manual que padroniza o atendimento a cerca de 16 mil crianças de 0 a 5 anos da rede municipal

Do uso da chupeta à troca de fraldas. Da alimentação das crianças aos cuidados que os profissionais precisam tomar com suas vestimentas. De roteiro para organizar brincadeiras a noções de primeiros socorros. Essas e outras práticas estão reunidas em um manual que padroniza o atendimento a cerca de 16 mil crianças de 0 a 5 anos da rede municipal de ensino de Rio Preto a partir do início deste ano letivo, dia 5 de fevereiro.

O objetivo é integrar as ações de educar e de cuidado dentro de cada unidade escolar. "Contemplar procedimentos que integram as ações de cuidar e educar nas unidades escolares, baseado em procedimentos padrões, desde quem faz a limpeza, de como lavar um berçário, um banheiro, até uma professora que terá, por exemplo, um procedimento de como acolher uma criança que mordeu ou que foi vítima de uma mordida", explicou Joana Inês Novaes, gerente de educação infantil da Secretaria Municipal de Educação.

O foco, de acordo com a gerente, é "prestar atendimento de qualidade à criança". E também proporcionará suporte aos profissionais envolvidos com a educação infantil oferecida nas 84 escolas da rede municipal e nas 19 conveniadas.

Cada unidade escolar vive uma realidade e a gerente ressalta que o manual não visa interferir na criatividade dos profissionais nem nas especificidades de cada escola. "É mais um suporte que traz um respaldo para o diretor, coordenador, professor, enfim, quem está ali na frente do trabalho se apoiar".

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Aícro Júnior/Editor de Arte)

O manual começou a ser elaborado em 2015 e foi concluído no final do ano passado por 18 profissionais com experiência na educação infantil, como técnicos da Secretaria de Educação, coordenadores pedagógicos, supervisores de ensino e formadores. "Envolveu estudos e pesquisas, elencou temáticas e passou por momentos de ajustes e revisões," diz Joana.

A necessidade de elaborar um manual ocorreu ao observar a vivência do dia a dia nas escolas aliada à inserção de novos profissionais nas salas de aula. "Além dos professores, o atendimento aos alunos é feito por estagiários e berçaristas e que precisam ter um conhecimento mínimo de como deve ser o trabalho, desde como retirar a fralda a dar o banho, pedindo permissão à criança, avisando-a que irá tocá-la", afirma Joana.

Primeiros socorros

Por abordar questões de saúde como noções de primeiros socorros, o material contou com revisão técnica da Secretária Municipal de Saúde. Entre os assuntos, engasgo, queimaduras, quedas, convulsão e picada de inseto. O manual aborda o que deve ser feito em casos de sangramento no nariz, na boca e no ouvido. Também o que não deve ser feito e como faz para distinguir uma febre sem gravidade de uma mais grave.

Quando há suspeita de crianças ou profissionais da unidade escolar com doenças transmissíveis, o manual orienta que a UBS mais próxima seja notificada para que possa tomar medidas de controle.

'Não pode aprisionar'

Para a piscopedagoga Larissa Fonseca, o manual deve servir como uma orientação. "Nesse sentido é muito positivo porque os educadores mais engajados podem agregar ideias. E nas escolas onde o corpo docente é mais limitado e conservador, esse material pode servir para trazer essas ideias como inovações."

Larissa ressalta que manter uma padronização no ensino não é positivo. "Porque oferecer educação igual para todos não significa que todos tenham que fazer a mesma coisa. Pelo contrário, cada um tem que receber as suas oportunidades individuais porque cada um aprende contextos diferentes, de modo diferente."

A especialista complementa que a cartilha não pode "aprisionar" alunos e professores. "Se o material se propõe a ser só uma orientação, referência de pesquisa, de aplicação de ideias e possibilidades, vai caber às escolas tirar um melhor proveito disso. Agregar o que for significativo dentro das práticas pedagógicas de cada instituição."

Sem curso

Intitulado "1° Manual de Orientações Técnicas Integrando o Cuidar e Educar na Educação Infantil", o material foi apresentado aos gestores de educação e está disponível no portal da Prefeitura. Não há cursos para capacitação. (TP)

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