Diário da Região

22/12/2017 - 22h08min

Painel de Ideias

Desejo de Natal

Em 2017 aprendi ainda que, por mais que a gente pense em desistir de um sonho, a vida dá um jeitinho de provar que a esperança pode e deve ser cultivada como uma frágil sementinha. Basta ter paciência, atenção e carinho para vê-la florescer

Divulgação Patricia Andrik | patricia.andrik@gmail.com
Patricia Andrik | patricia.andrik@gmail.com

Vocês podem não acreditar, mas não faz muito tempo que escrevi minha última cartinha pro Papai Noel. Pra ser mais exata, foi no fim de 2011, no auge dos 30 anos, num blog antigo que já não atualizo mais.

A princípio pensei em reaproveitar o texto para publicar aqui mas, ao ler cuidadosamente cada linha, vi o quanto aquele relato tinha ficado ultrapassado. Percebi que a minha realidade tinha mudado, os sentimentos tinham mudado e eu estava mudada...

Não que eu não acredite mais em Papai Noel - ou no espírito bom, gentil e esperançoso que ele representa. É só que, com a correria atual, nem pude sentir aquela velha nostalgia que enchia meu peito nos anos anteriores.

Enquanto a cartinha original falava de mágoa, frustração e saudade do que já passou, neste fim de ano tudo o que consegui fazer foi trabalhar, tentar superar dificuldades e me empenhar para novas conquistas - o que, por sinal, foi uma excelente troca. Que bom que não tive tempo de sentir a parte ruim da nostalgia, não é?!

Ainda assim - como nem sempre é possível mudar da água para o vinho - escrevo essas linhas ouvindo (no YouTube) a trilha de um especial de Natal do Charlie Brown lançado em 1965 que eu costumava assistir quando criança (na TV de tubo), e que tem composições lindíssimas executadas pelo Vincent Guaraldi Trio. Sim, a nostalgia tem um lado bom de sentir! E já que a época é de desejos e reflexões, vamos à elas.

Neste ano aprendi que, por mais que você faça planos, trace metas e trabalhe duro para alcançar certos objetivos, o destino (como costumo dizer) é um menino travesso e está sempre disposto a provar que as coisas quase nunca acontecem quando a gente quer.

Como não era de se espantar, também aprendi que, por mais que falemos da evolução das espécies, ainda existe muita gente maldosa por aí. E não estou falando de bandidos, corruptos, loucos e criminosos. Falo daqueles que vão na igreja, mas plantam intrigas em família; pregam o bem, mas criam mentiras pra se safar dos problemas... Prejudicam os colegas de trabalho, traem a confiança dos amigos, falam pelas costas, puxam o tapete do vizinho, e claro, consequentemente, magoam, decepcionam, fazem chorar.

Por outro lado, aprendi que amigo, quando é amigo de verdade, não é só no discurso bonito. Ele está lá pra você a qualquer hora, em qualquer lugar, não importa a circunstância. E ele te apoia, te ampara e te conforta.

Em 2017 aprendi ainda que, por mais que a gente pense em desistir de um sonho, a vida dá um jeitinho de provar que a esperança pode e deve ser cultivada como uma frágil sementinha. Basta ter paciência, atenção e carinho para vê-la florescer.

Por fim, aprendi que é preciso ter fé, mesmo quando tudo parece provar o contrário.

É por isso que, para esta data de significados tão subjetivos e particulares para cada um, desejo que possamos ser melhores, mais cheios de amor, de boas intenções. E, se não somos aquilo que desejamos encontrar no outro, que pelo menos tentemos fazer a nossa parte e acreditemos que haverá recompensa pra isso. Deve haver. Senão o Papai Noel não iria prometer presentes pra quem fosse um bom menino, não é?!

Eu prefiro acreditar. E provavelmente seguirei acreditando, pro resto da vida.

A você, leitor, o meu sincero desejo de um Natal cheio de luz, alegria e uma boa dose de nostalgia. Até 2018!

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