Diário da Região

29/12/2017 - 22h45min

EDITORIAL

O custo do descuido

A inépcia explica a necessidade de se fazer um contrato emergencial para a execução de um serviço que deveria ser rotina

Considerado um dos gurus da implantação de projetos de excelência operacional, o escritor e engenheiro Vicente Falconi Campos costuma dizer que "um produto ou serviço com qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, de forma acessível, de forma segura e no tempo certo às necessidades dos clientes". Sob seu conceito, um sistema desenvolvido com foco na qualidade total traça diretrizes, capacita e valoriza os recursos humanos e gerencia a rotina de trabalho do dia a dia, sem se descuidar do encaminhamento de processos de melhoria contínua. É o ciclo PDCA: planejar, fazer, avaliar e agir corretivamente.

Um pouco dos pensamentos de Falconi ou alguma coisa da cultura do gerenciamento à montante - evitar a queda antes que o barco despenque na cachoeira, à jusante - poderia ter evitado que a Prefeitura de Rio Preto se visse obrigada a fazer um contrato de R$ 6,3 milhões com a empreiteira Constroeste, sem licitação diante da alegada circunstância emergencial, e porque outras duas convidadas não tiveram interesse. Somente a inépcia explica a necessidade de se tomar essa providência - agora inevitável - para a execução de um serviço extra de limpeza pública que deveria fazer parte da rotina.

Não se discute o mérito da iniciativa. Comprovada a gravidade da situação, com a constatação de profissionais altamente especializados e sob o alerta do secretário de Saúde, é louvável que o governo de Rio Preto trate de buscar soluções para resolver o problema, ainda que de forma tardia. Muito pior seria a omissão. O jeito, portanto, é sair limpando terrenos, caçando lixo e entulhos na base do desespero porque de repente se descobriu que a cidade está empesteada de escorpiões e outros bichos peçonhentos, atraídos pela sujeira geral, aliada ao tempo quente e úmido, absolutamente previsível para a época.

Não por acaso, o cenário envolve diretamente numa das secretarias que mais bateram cabeça durante ano, inclusive levando à troca de secretário. Uma dura lição a ser assimilada pelo governo, mas que também serve de reflexão para moradores que insistem em descartar lixo em locais totalmente inadequados. O mínimo a se esperar da administração pública é uma dose suficiente de humildade para aceitar que houve um notório erro de planejamento e, desta forma, fazer a devida correção de rota. Se entender que está tudo bem, é só esperar e, na próxima visita do Papal Noel, fazer mais um milionário contrato de emergência.

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