Diário da Região

22/12/2017 - 22h08min

Editorial

Cerco aos imprudentes

Motorista que dirige após beber não é um desinformado. Assume o risco de matar e morrer. Sabe muito bem o que está fazendo

Média de sete autuações por dia, mais de 2,6 mil flagrantes desde janeiro, 200 a mais na comparação com o mesmo período do ano passado nas rodovias estaduais e na federal da região de Rio Preto. Considerada gravíssima, a multa por embriaguez ao volante é de R$ 2.937,70. Reportagem publicada pelo Diário da Região na edição desta sexta, 22, trouxe números que, lamentavelmente, nem surpreendem mais: a presença maciça de motoristas que insistem em dirigir bêbados e, em consequência disso, abusar da velocidade, cometer todo tipo de infração de trânsito, colocando em risco não só a própria vida, mas a vida de terceiros.

Especialistas ouvidos na reportagem destacam a importância de se investir em ações educativas, a fim de promover a conscientização das pessoas em diferentes fases da vida - das escolas ao cotidiano das comunidades, do local de trabalho ao próprio ambiente onde ocorrem as infrações, ou seja, nas vias públicas. Ações que se materializam nas palestras, nos aconselhamentos pessoais, nas associações de bairros, nos livros didáticos, nas aulas de autoescola e nas sinalizações de trânsito. Não dá para dizer que faltam projetos e meios para que esse conteúdo educativo chegue às pessoas. Podem e devem, obviamente, ser ampliados e aprimorados sempre.

Entretanto, a permanência em alta dos índices de infração ao volante e das estatísticas de vítimas nas estradas é um indicativo de que, em paralelo às ações educativas, são necessárias as medidas punitivas. Quem toma a iniciativa de dirigir depois de ingerir bebidas alcoólicas certamente não se move pela ignorância, mas pela estupidez e, acima de tudo, pela irresponsabilidade. Embora não admita, tem a plena consciência de que está assumindo o risco de morrer e de matar.

Não por acaso, como mostra a reportagem, muitos motoristas têm se recusado a passar pelo teste do bafômetro, para não produzir provas. De janeiro a novembro deste ano, 960 pessoas se negaram, 40% a mais que em igual período de 2016. Quando isso ocorre, o policial pode conduzir o motorista à delegacia e analisar de outras formas, como a observância da fala e do hálito, mas com menor robustez de provas.

Nesse contexto, não dá para discordar de medidas como a última: o endurecimento da lei que amplia de 5 para 8 anos o tempo de reclusão a quem dirigir sob efeito de álcool e se envolver em homicídio culposo - quando não há intenção de matar. A norma entra em vigor dentro de 120 dias. Ferramenta bem-vinda para ajudar a conter quem insiste em andar fora da lei.

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