Diário da Região

09/12/2017 - 22h30min

Editorial

Os vilões do ônibus

O subjetivo termo "problemas com motoristas" usado no relatório da ouvidoria do consórcio que administra as empresas de transporte público de Rio Preto põe os condutores dos veículos na liderança da lista de queixas dos passageiros. Os dados fornecidos pelo consórcio Riopretrans, divulgados ontem pelo Diário, entretanto, mostram claramente que esse problema "líder" não pode ser levado em conta isoladamente, embora também não deva, em hipótese alguma, ser classificado como aceitável. De todo jeito, certamente o motorista não é vilão sozinho.

Observação um pouco mais atenta permite concluir que todos os dez principais itens de reclamação listados no ranking estão relacionados. Note-se, a propósito, que em boa parte os apontamentos são redundantes e, no final das contas, significam quase a mesma coisa. Pela ordem: problemas com motoristas, passageiro ignorado no ponto ao solicitar parada, problemas com o veículo, queixa sobre o terminal, mudança de horário, pedido por mais horários, solicitação por mudança de itinerário, problemas com ponto de ônibus, lotação e atraso.

A liderança dos motoristas na lista de reclamações deve ser avaliada com interesse e muita responsabilidade por parte não só das empresas, mas também pela Prefeitura, que tem o compromisso de fiscalizar a prestação de serviço das concessionárias. O governo faria um bem enorme à sociedade rio-pretense se tivesse, inclusive, o interesse de verificar os critérios da ouvidoria no encaminhamento de queixas para solução, bem como sua metodologia na elaboração desse ranking que coloca, por exemplo, o notório problema da superlotação apenas em nono lugar.

Entre os tais problemas com os motoristas estão os entreveros deles com os passageiros, discussões relacionadas não apenas a questões estruturais do sistema, mas motivadas pelas dificuldades pessoais de relacionamento. Porém, mesmo nesse aspecto é preciso considerar o papel da empresa no preparo e capacitação de seus profissionais, e fundamentalmente nas condições de trabalho.

Para citar apenas um exemplo e encurtar a história, não deve ser muito prazeroso para o motorista ficar contando centavos ao receber pagamento e fazer o troco, sem direito de errar, até porque pode pesar no seu próprio bolso. Apesar da comercialização de passes via cartões magnéticos, não é raro motorista ter de se apressar nessa tarefa nas diversas paradas de ônibus durante seu itinerário, sem se descuidar da direção, dos buracos nas vias, da lama na periferia e do cumprimento de horário. Definitivamente, é preciso repensar esse conceito de vilania.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Apóss o período R$ 16,90
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo para
ganhar + 3 matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos três primeiros meses. Ap�s o período R$ 16,90

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.
Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para acessar o Diário da Região.