Diário da Região

04/12/2017 - 22h58min

EDITORIAL

Restaurem a moralidade

A passagem do governo Valdomiro para o governo Edinho manteve pelo menos mais seis projetos que ainda vão precisar de muita "readequação"

Sabe aquele projeto de R$ 164 milhões das obras antienchente, concebido no governo Valdomiro Lopes, que não evita inundações e ainda permite o estraçalhamento da cidade? Passará por "readequações complementares", segundo o prefeito Edinho Araújo declarou ao Diário. O custo ainda será calculado, mas a conta já tem endereço: o bolso do contribuinte, que bancou o investimento milionário sem a contrapartida esperada e será convidado a patrocinar algumas gambiarras que podem, ou não, enfim, resolver o problema.

O cidadão rio-pretense que cumpre suas obrigações tributárias com muito sacrifício e, com razão, está indignado com mais esse peso, deve saber que isso ainda não é tudo. A passagem do governo Valdomiro para o governo Edinho manteve essa e pelo menos mais seis projetos que ainda vão precisar de muita "readequação". Uma delas é o complemento do milionário viaduto da zona norte, que custou R$ 23 milhões, foi entregue sem iluminação e não previu obras de acessibilidade.

Diante desse entrave, o prefeito disse que tomará providências. "A Constroeste ficou de fazer sem custos", afirmou Edinho Araújo". Mas pode não ser tão simples assim. No contrato "não estavam previstas obras de acessibilidade" e, desta forma, "o município deverá realizar nova licitação para a execução das obras", respondeu a empreiteira na reportagem que o Diário publicou domingo. "Nem a Prefeitura nem a empresa contratada poderiam fazer uma construção sem acessibilidade", diz o promotor Sérgio Clementino.

A novela não termina aí. A mesma falta de acessibilidade é observada no viaduto exclusivo de ônibus que liga o novo terminal rodoviário à rua João Mesquita. O mesmo terminal milionário que, a propósito, terá de receber adequações de projeto para possibilitar acesso de ônibus pela avenida Andaló. Tem mais: o recapeamento em camadas por cima do asfalto velho está erguendo o nível das ruas, criando valetas nas sarjetas e, nesse ritmo, vai deixar ruas mais altas que as calçadas.

Podemos citar ainda o parque empresarial inaugurado com pompa e sem infraestrutura, o posto de saúde em que o caríssimo aparelho de ressonância pode sofrer interferência com a vibração de solo devido à proximidade da linha do trem. E para não dizer que é tudo culpa do governo anterior, tem ainda o Trem Caipira, que Edinho inaugurou pela metade, que Valdomiro boicotou e que até hoje, nove anos depois, não funciona. Somadas essas trapalhadas, são pelo menos R$ 300 milhões em jogo. Restaurem a moralidade, como diria Rui Barbosa, ou deem à população de Rio Preto o direito de concluir que por aqui vigora a prosperidade da desonra.

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