Diário da Região

09/12/2017 - 22h30min

Cartas do Leitor

Enchente

Semana passada, presenciamos enchentes nas principais avenidas da cidade, provando que as obras não foram realmente eficazes. Antecipo que não tenho a pretensão de culpar o ex-prefeito Valdomiro, nem tampouco seus engenheiros. Culpo, sim, a empresa Constroeste que executou a obra com erros primários.

Em princípio, quando se trata de escoamento de água, não se pode esquecer de aplicar a teoria dos vasos comunicantes. Se a rede apresentar somente uma falha, o caos aparece de imediato. Digo isso, pois "as bocas de lobo" conhecidos como buracos para escoar a água nas vias publicas, são muito pequenos, insuficientes para drenar, além da falta de piscinões para amortecer o volume de água que caem nos dois lados das avenidas, pois é sabido que a topografia do terreno se iguala a um tobogã.

Conclusão, o estrago já está feito, as falhas apareceram, agora a ordem é fazer a reparação. Não sou engenheiro, porém não esqueci da importância de conhecer a teoria dos vasos comunicantes.

Nelson Nagib Gabriel, Rio Preto.

Enchente 2

Pegando um bonde no texto das "Cartas do Leitor" de 06/12, de Aparício Guilherme Queiroz, quero acrescentar que próximo ao Palácio das Águas existe um vertedor onde há uma comporta emperrada e esquecida por várias administrações. Trabalhei 22 anos no Semae e a única administração que acatou sugestões para aprimorar os serviços, inclusive evitar enchentes no local, foi a Novacom.

Sugeri então a construção de um muro ao redor do Palácio para conter as enchentes. Referida empresa construiu-o e, mantendo os portões fechados, não mais inundou a casa de máquina, evitando que, bairros recebedores desse manancial ficassem uma semana desabastecidos.

Pois bem, a comporta à qual me referi, tem a seguinte finalidade: abri-la antes da precipitação de chuva torrencial, com o objetivo de escoar ao máximo possível as águas dos lagos 1,2 e 3, fazendo que elas não sejam somadas com as advindas das avenidas Murchid Homsi, Andaló e Bady Bassit. A providência supra, colaboraria muito para diminuir enchentes nos locais citados.

Agradeço este Jornal por dar voz e vez àqueles que tenham sugestões para melhoria da população, mais ainda por instigarem as autoridades nesse sentido.

Walter Luiz Kerbauy, Rio Preto.

Atraso

Pelo artigo "Extensão do homem" (Folha, 7/12) Josimar Melo relata a comemoração dos vinte anos do fascinante desenho das locomotivas do Shinkansen, a rede ferroviária de alta velocidade do Japão, cujos trens-bala podem superar os 300k. hora, transportando milhões de pessoas com rapidez, conforto e segurança, usando energia limpa.

Os primeiros modelos começaram a conectar as cidades de várias ilhas japonesas, a partir de 1964. Aos poucos, a tecnologia foi se aperfeiçoando, sendo exportada para outros países, especialmente da Ásia e da Europa. Lembramos o maravilhoso Eurotúnel que liga o norte da França ao sul da Inglaterra, passando por baixo do Canal da Mancha. Enquanto isso...os governos brasileiros sucateavam nossas poucas e arcaicas estradas de ferro.

A desgraça começou durante a Presidência de Juscelino Kubitschek que, para prestigiar a nascente indústria automobilística, descuidou das ferrovias. De lá para cá, toda vez que se pensou em transporte alternativo, como via férrea, fluvial ou aérea, não conseguimos superar o lobby de empresários de estradas de rodagem, petróleo, carros, caminhões.

Um projeto de construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), vulgarmente chamado "trem-bala", que ligaria o centro do Rio de Janeiro ao de São Paulo em menos de duas horas, com tecnologia japonesa e capital multinacional, chegou a ser apresentado no Parlamento em 2005, mas teve o adiamento de licitações, até ser engavetado.

Seria temeroso pensar que deputados e senadores fossem subornados por quem financiara suas campanhas eleitorais? Será que nossos congressistas têm consciência da maldade que cometem contra a população por não evitar desgraças nas estradas esburacadas e nas cidades engarrafadas?

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

Pão e circo

Após transcorrido um quarto do atual mandato, o "Poupatempo da Saúde'(ou seria Poupadinheiro da Saúde?) começa a ser implementado com o fechamento parcial da UPA do Santo Antônio, medida mais do que necessária, pois o município precisa economizar para por nos trilhos o tal "trem caipira", símbolo do desperdício do dinheiro público e da teimosia.

Mas já que a "coisa" não tem mais volta e já que foi gasto tanto dinheiro com esse malfadado projeto, não custa nada gastar mais um pouquinho na contratação de um psicólogo, a fim de preparar as crianças para quando se depararem com essa sucata velha (eita coisinha feia!) não se assustarem, pois sem um preparo psicológico podem achar que trata-se do "bicho papão".

Como disse o Imperador Romano Vespasiano, na Roma Antiga: "Pão e circo para o povo". E aí está o "circo", deleitem-se... afinal é Natal.

José Luis Catelam, Rio Preto.

Parafusos

Caminhada pela manhã na cidade e a surpresa de ver parafusos enferrujados. Recém instalados, os pórticos das fotos nem receberam placas do corredor de ônibus e já apresentam sinais evidentes de corrosão causados pelas recentes chuvas. Todos sabem que a boa prática determina o uso de metais galvanizados, padrão NBR. Não é o caso. Concretados para suportar os imensos pórticos apresentam sinais claros de corrosão.

Para os mentirosos de plantão que faltam com a verdade para justificar o injustificável tirei uma foto de um pórtico mais antigo de um grande banco. O material ali aplicado é evidentemente galvanizado e de ótima qualidade. Absolutamente desnecessário fazer tal comparação, mas casos como estes parece que sim. E agora? Vão botar culpa no outro?

Wanderson Clayson Coldri Sá, Rio Preto.

 

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