Diário da Região

04/12/2017 - 16h49min

VINHOS E OS PRAZERES

Maria Luz Marin apresenta os vinhos da Casa Marin

Sra. Marin já foi chamada de louca, por ser a primeira a fazer vinhos na região de San Antonio. Ela falou ainda das dificuldades que enfrentou por entrar em uma área até então exclusivamente masculina

Fui convidado pela importadora Vinci para um evento a fim de provar os vinhos da Chilena Casa Marin, com a presença de sua proprietária a Sra. Maria Luz Marin.

Eu já havia provado vários de seus vinhos antes e sempre apreciei muito, principalmente os brancos.

A Sra. Maria fez neste dia uma rápida apresentação de sua vinícola.

Esta vinícola, na região de San Antonio, instalou-se no ano 2000 em Lo Abarca, a apenas 4 quilômetros de distância do Oceano Pacífico, em uma época em que nenhuma outra vinícola ousaria ali se instalar. A visionária María Luz Marin mostrou ao mundo a vocação que o Chile tem em produzir vinhos de clima frio, que competem em qualidade com os vinhos do Velho Mundo.

Os rendimentos de suas vinhas são minúsculos e a vinícola conta com alguns terroirs únicos, com solos de calcário similares aos encontrados em Champagne. Os vinhos combinam complexidade, mineralidade com elegância, que é marca registrada da vinícola. A linha Lo Abarca é uma recente criação que oferece excelente relação qualidade/preço.

A Sra. Marin mostrou-nos também uma foto em que os jornais a chamavam de louca, por ser a primeira a fazer vinhos nesta região. Ela continuou nos contando do quanto encontrou dificuldades, pois, naquela época, a área de vinhos era exclusivamente masculina.

Terminada a apresentação, passamos pela degustação, que começou com o próprio Lo Abarca Sauvignon Blanc 2016, que estava fresco, aromático e com boa acidez. Ele custa US$ 23,50.

  • Casa Marin Sauvignon Blanc Cipreses 2016, que felizmente não tem aquele herbáceo desagradável de muitos Sauvignon Blanc da América do Sul, tem uma qualidade superior ao anterior e foi descrito como "simplesmente estonteante" por Parker, mereceu 93 pontos do crítico e 96 pontos do Descorchados na safra 2016. Custa US$56,90;
  • Casa Marin Sauvignon Gris Estero 2016. Este vinho, produzido em pequena quantidade, foi uma agradável surpresa. Ele é aromático, fresco e persistente e custa US$56,90;
  • Cartagena Gewürtraminer 2016, um vinho seco, aromático mas sem exagero e muito gostoso. Custa US$32,90;
  • Cartagena Pinot Noir 2015, frutado, fresco , recebeu a nota JS 90 e custa US$35,90;
  • Casa Marin Pinot Noir Litoral 2013 utiliza clones diferentes dos demais e com produções mais baixas. É um vinho bem superior ao anterior, elegante e persistente. Ganhou a nota RP91 e custa US$56,90;
  • Lo Abarca Cabernet Sauvignon 2016, feito no vale de Colchagua. Vinho com bom corpo e aromas de fumo. É uma boa opção para sua faixa de preço: US$23,50;
  • Lo Abarca Carmenère 2016, com uma cor intensa e taninos macios. Custa US$23,50. Entre os 2 do mesmo preço, eu prefiro o Cabernet;
  • Casa Marin Syrah Litoral 2010, com uma bela estrutura, com características dos vinhos do norte do Rhône. Custa R$343,96 e recebeu as notas 95 da Decanter, 91 RP e 91 do James Suckling.

Os vinhos da Casa Marin são muito elogiados pela imprensa. A Wine Advocate, de Robert Parker, diz que: “María Luz Marin e seu filho, Felipe Marin, continuam a produzir até hoje alguns dos melhores vinhos da costa do Chile, por preços incrivelmente atrativos".

Os vinhos Cartagena são verdadeiros achados: ricos, elegantes e minerais, muitos já receberam mais de 90 pontos de Robert Parker e de James Suckling. O Pinot Noir Litoral é uma verdadeira referência para os tintos chilenos desta casta. Rico, complexo e muito elegante, recebeu 91 pontos de Parker na safra 2013. O Litoral Syrah é um vinho "seríssimo", segundo Parker, que lhe conferiu 91 pontos. O vinho conquistou também 92 pontos do guia Descorchados.

A casa elabora ainda dois vinhos ícones: o Pinot Noir Lo Abarca Hills, que "lembra um grande vinho da Borgonha", na opinião do crítico americano, e foi classificado com 94 pontos na safra 2011, e o Miramar, "um legítimo Syrah de clima frio", de mínima produção (apenas 1.000 caixas por ano).

Entre os brancos, Cipreses é talvez o mais emblemático Sauvignon Blanc chileno. O raro Sauvignon Gris é um "segredo" dos sommeliers de alguns dos melhores restaurantes do mundo: o toque frutado e a ótima acidez do vinho harmonizam perfeitamente com os pratos de inspiração asiática. O Riesling - leve e delicado - é o melhor vinho do Chile elaborado com esta casta, para Robert Parker. São todos vinhos impressionantes, que atestam o imenso potencial do Chile para originar vinhos elegantes e cheios de profundidade, típicos das regiões de clima frio.

Agradeço à Vinci e Sofia Carvalhosa Comunicação pela oportunidade de conhecer novos vinhos e safras desta casa.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso