Diário da Região

04/12/2017 - 17h11min

SILICONE

Próteses mamárias: quando o sonho vira pesadelo

O que pesa na hora de decidir colocar ou não uma prótese?

Pixabay O que pesa na hora de decidir colocar ou não uma prótese?
O que pesa na hora de decidir colocar ou não uma prótese?

Hoje em dia a cirurgia para colocação de prótese de silicone ocupa o segundo lugar no ranking de cirurgias plásticas realizadas no Brasil, perdendo apenas para a lipoaspiração.

Esse tipo de procedimento também é responsável por um número significativo de pacientes cujo sonho do silicone acaba virando um pesadelo. Por isso, temos de entender um pouco a que veio a prótese mamária.

Os motivos da insatisfação podem ser evitados a partir do momento que o paciente tenha conhecimento de algumas questões de ordem técnica, mas fundamentais para a decisão de colocar ou não a prótese.

Os implantes mamários foram desenvolvidos exclusivamente para o aumento de mamas em pacientes que apresentavam hipomastia (mamas muito pequenas) com a finalidade de resgatar o contorno corporal feminino na região torácica. No início, o gel de silicone que preenchia o envólucro era praticamente líquido tendo pouca coesão. Com isso, apresentavam uma consistência menor que o tecido mamário e, quando rompidos, extravasavam pelo tecido mamário.

Com a evolução da tecnologia, conseguiu-se desenvolver implantes com gel de alta coesividade (como gelatina) que não extravasam quando rompido o invólucro e, cada vez mais próximo da consistência da mama, ou seja, semelhante ao tecido mamário.

Visto isto, entendemos que as próteses não promovem mamas mais “duras”, pois sua consistência é a mesma da mama. Portanto, se a intenção é essa, melhor desistir. O que determina a consistência da mama é, alem da presença de tecido glandular predominante, a característica da pele, que também é responsável por manter a mama em sua posição, “em pé”, sem ptose (queda).

A rigidez da pele acaba sendo fundamental na consistência e por “segurar” a mama para que a mesma não sofra a ptose, lembrando sempre que, quanto maior o peso mamário, maior a tendência gravitacional à queda, e, maior a exigência de uma pele resistente.

Com esses conhecimentos, também podemos inferir que, quando se deseja aumentar as mamas, temos de levar em consideração que, quanto maior for o implante, maior será seu peso, e, com isso, maior será a “pressão” para baixo sobre a pele, resultando em ptoses maiores e mais precoces.

Concluímos então que a indicação de próteses mamarias tem de ser precisa. Pessoalmente, não vejo sentido na substituição do próprio tecido por implante de silicone para aquelas pacientes que possuem volume mamário satisfatório, excetuando-se em caso de doença maligna. O tecido mamário pode ser reposicionado e utilizado como uma prótese natural, dando forma e projeção à mama caída, associando a retirada da pele excedente para reposicionamento e eliminação da ptose.

O prótese fica mesmo para aquelas que querem um volume maior das mamas, que não estão contente com seu tamanho.

Sabemos que podem haver opiniões divergentes entre os cirurgiões plásticos, baseado em sua experiencia, contudo esse texto mostra questões bem estabelecidas dentro do conceito lógico. Então, é sempre bom refletir, mas sempre procurar um cirurgião plástico que confie para tomar a decisão, pois o arrependimento pode render cicatrizes definitivas desnecessárias.

Arnaldo Almendros Mello,

Cirurgião Plástico - Membro Titular da SBCP

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