Diário da Região

13/01/2018 - 18h11min / Atualizado 15/01/2018 - 16h13min

Rio Preto em Foco

O Edifício IPESP no tempo dos arranha-céus

Primeiros edifícios modificaram a área central de Rio Preto; primeiro foi o Caramuru, depois o Curti, que por muitos anos abrigou salas de cinema, a Galeria Bassitt e finalmente o do Ipesp, na esquina da Voluntários de São Paulo com Siqueira Campos, bem ao lado da Catedral

Arquivo Público Vista Aérea das 3 Praças com a Construção dos edifícios Ipesp e Ione
Vista Aérea das 3 Praças com a Construção dos edifícios Ipesp e Ione

A cidade não para. Mas há décadas não era assim. Até quase o final da década de 1930, a cidade ainda não tinha nenhum edifício. O primeiro foi o Caramuru, construído em 1938 e inaugurado em dezembro do ano seguinte. Em 1941, o prédio foi adquirido por Calixto Fauaz e João de Biasi, que mudaram o nome para Edifício Bandeirantes. O projeto, encomendada pelo proprietário, o bancário Edgar Caramuru, foi elaborado por Rodopho Fehr.

O segundo edifício foi um dos mais bonitos de toda nossa história: o Edifício Curti, que começou a ser construído em 1939 pelos irmãos Francisco e Antônio Curti, na confluência das ruas Bernardino de Campos e Silva Jardim. Inaugurado em 25 de janeiro de 1941, o prédio abrigava o Hotel e o Cine São Paulo.

Outro muito importante foi o Edifício João Bassitt, mais conhecido como "Galeria Bassitt". Mas o mais imponente de todos, na época, foi o Edifício Ipesp, na esquina da rua Voluntários de São Paulo com a rua Siqueira Campos. Construído pelo Estado e inaugurado pelo prefeito Philadelpho Gouveia Neto, em 19 de julho de 1960, o "arranha-céu" foi sede da Caixa Econômica Estadual por muitas décadas.

Ali existia um velho prédio térreo, que abrigou por muitos anos o Fórum, a Prefeitura e a Câmara Municipal. Antes da sua demolição, em 1945, funcionou ali por apenas dois anos o Colégio Diocesano. O terreno ficou vago até a construção do Edifício Ipesp. A Voluntários, neste quarteirão, tinha dois casarões, como o do Bispado, na esquina com a Tiradentes, e a do doutor Selmann Nazareth, ao lado de onde é hoje o Ipesp. Foi ali, na sacada do casarão, em 1939, que o presidente Getúlio Vargas fez seu discurso para toda cidade. Um marco na época.

Atravessando a rua, também na esquina com rua Siqueira Campos, o casarão do doutor Alinoel Nazareth. O imóvel ainda está de pé e conserva toda sua arquitetura original. Hoje é uma loja de colchões. Bem que a prefeitura poderia fazer uma lei, semelhante à da cidade de São Paulo e limitar o tamanho das fachadas de propaganda. Muitos velhos prédios, que estão escondidos por trás de enormes placas, poderiam ressurgir. Um deles seria o velho prédio comercial da esquina da rua Bernardino com a rua Prudente de Morais. Hoje é uma farmácia, mas é um dos mais velhos prédios comerciais da cidade, como o do Hotel Términus, no mesmo quarteirão. Que tal?

O EDIFÍCIO IPESP

Localizado na confluência das ruas Siqueira Campos e Voluntários de São Paulo, o Edifício Ipesp começou a ser construído ainda na década de 1950. No térreo e sobreloja funcionou por décadas a agência da Caixa Econômica Estadual. Reparem na foto da década de 1960 a beleza dos carros de praça estacionados na Praça São José e os fundos da Igreja Matriz. Uma inesquecível Rio Preto da década de 1960.

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