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Diário da Região

13/12/2017 - 17h48min / Atualizado 13/12/2017 - 17h48min

Artigo

Sobre o glamour

Deveríamos atribuir glamour ao perdão, à sinceridade, ao respeito, à humildade, à honestidade, à gratidão... Ou seja, a noção de glamour poderia contribuir para uma sociedade mais humanizada

Divulgação Alain de Botton é um escritor suíço residente em Londres, famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana
Alain de Botton é um escritor suíço residente em Londres, famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana

Tradução: Patrícia Reis Buzzini

O glamour é uma característica atribuída às pessoas e às coisas com base na opinião dos setores mais prestigiados da sociedade. Nossas preferências não são tão espontâneas como pensamos. A ideia de que alguma coisa é diferenciada ou admirável está intimamente ligada à quantidade de glamour que ela carrega. Em outras palavras, é muito difícil para as pessoas se interessarem por coisas que não têm glamour.

Convencionada socialmente, a noção de glamour tem suas origens nas mais elegantes avenidas da moda, na literatura e na arte. Uma série de TV pode conferir glamour a uma determinada região do planeta como o norte da Patagônia ou a um momento histórico específico, como a década de 1960. O romancista mais popular do início do século XIX, Sir Walter Scott, descrevia os kilts – saia típica escocesa – como um traje extremamente glamoroso e acabou influenciando o rei George IV a usá-lo em um retrato oficial da época.

As coisas estão constantemente ganhando ou perdendo glamour. Muitas coisas de pouca utilidade são consideradas glamorosas, como: ser muito magro, mal-humorado, falar besteira, esquiar de férias com a família, entre outras. Ao mesmo tempo, coisas extremamente úteis não recebem o mesmo glamour: gestos desinteressados de bondade, decorar poemas, aceitar o próprio corpo, ser educado, lavar roupa... A falta de glamour faz com que poucas pessoas se dediquem a essas atividades com o mesmo entusiasmo.

Em vez de rejeitar o glamour, nossa prioridade deveria ser redirecioná-lo com mais precisão. De forma utópica, deveríamos atribuir glamour ao perdão, à sinceridade, ao respeito, à humildade, à honestidade, à gratidão... Ou seja, a noção de glamour poderia contribuir para uma sociedade mais humanizada.

Felizmente, sempre há tempo para revermos conceitos e passarmos a glamorizar coisas que realmente importam. Qualquer pessoa pode ter uma vida cheia de glamour.

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