Diário da Região

07/12/2017 - 22h58min

TUCANO EM APUROS

STF autoriza quebra de sigilos fiscal e bancário de Aécio Neves

O período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello decretou nesta quinta-feira, 7, a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). O período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, "a fim de rastrear a origem e o destino" de recursos supostamente ilícitos. A decisão do ministro compreende o período da campanha presidencial daquele ano, quando o tucano foi derrotado no segundo turno pela petista Dilma Rousseff.

A autorização ocorre na véspera da convenção da legenda tucana, quando Aécio, presidente licenciado do PSDB, vai deixar definitivamente o cargo - que será ocupado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A quebra dos sigilos foi requerida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e se estende a outros acusados na Operação Patmos: a irmã do tucano, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza. Tiveram os sigilos quebrados também as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.

No início de junho, o então chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra Aécio e os outros investigados com base na delação do Grupo J&F. O senador foi acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador. No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal, as primeiras tratativas teriam sido feitas pela irmã do tucano, Andréa Neves.No diálogo gravado, Aécio indica eu primo, Frederico Pacheco, para buscar os valores. A Polícia Federal, numa ação controlada, filmou o executivo da J&F Ricardo Saud entregando uma mala de dinheiro ao primo do senador, que teria repassado os valores ao ex-assessor de Perrella.

Sem tornozeleira

Marco Aurélio revogou nesta quinta, 7, a prisão domiciliar e determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Andrea Neves e de Frederico Pacheco de Madeiros, além de Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar de Zezé Perrella (PMDB-MG). Os três estavam neste regime desde junho deste ano, quando a Primeira Turma do STF decidiu remover a prisão preventiva contra eles.

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