Diário da Região

09/12/2017 - 18h47min

DE VOLTA ÀS ORIGENS

Técnico Doriva quer recolocar a carreira nos trilhos da vitória no Novorizontino

Ele foi campeão paulista com o Ituano e carioca, com o Vasco

Thomaz Jannuzzi/Novorizontino Doriva pede portão fechado para evitar 'espião' do Mirassol
Doriva pede portão fechado para evitar 'espião' do Mirassol

Doriva despontou como grande treinador da nova geração ao ser campeão do Paulistão com o modesto Ituano, em 2014, e do Cariocão com o Vasco da Gama, no ano seguinte. Rodou por clubes como Atlético-PR, outra vez se destacou comandando a Ponte Preta no início do Brasileirão de 2015 e chegou a assumir o São Paulo.

Porém, não conseguiu deslanchar e após passar por Bahia, Santa Cruz e Atlético-GO, aceitou o desafio de comandar o Grêmio Novorizontino no Paulistão de 2018. Na semana que passou, recebeu os primeiros reforços e nesta semana inicia seu trabalho em campo para dar a volta por cima.

Dorival Guidoni Júnior, 45 anos, bateu um papo com o Diário sobre o novo desafio na carreira.

Diário da Região - O que pode dizer sobre o retorno ao futebol do interior de São Paulo e como está sendo o início de trabalho?

Doriva - Estou muito feliz por estar retornando à região, principalmente por defender um clube como o Novorizontino, muito organizado, tradicional. É uma honra. Tem dois meses e meio que estamos trabalhando, monitorando atletas para fechar o grupo do Paulista e montar uma equipe competitiva. O mercado está difícil, mas estamos conseguimos montar uma equipe competitiva.

Diário - Quais as dificuldades que tem encontrado nessa montagem?

Doriva - Tem a Série D esse ano, ela vai ser praticamente colada ao Paulista. Tem algumas preocupações em relação a atletas para vir e dar sequência. Os atletas esperam terminar as competições para acertar o futuro. Nosso alvo são atletas da Série B, mas muitos esperam terminar a Série A para ver se estão no planejamento dos grandes, para depois dar a opção para o clube do interior, que não tem calendário atrativo.

Diário - Quais suas metas nesse Paulistão?

Doriva - A gente faz o planejamento em cima da permanência e óbvio busca chegar o mais longe possível. Tive essa experiência e o privilégio de ser campeão com um time do interior, mas as coisas foram acontecendo naturalmente, nunca disse e nunca diria que formamos com objetivo de ser campeão. As coisas foram acontecendo naturalmente, encorpando, ganhando confiança e espero que isso aconteça aqui.

Diário -  O que te levou a voltar ao interior depois de ser campeão paulista e carioca, além de passar por Ponte Preta e São Paulo?

Doriva - Foi uma escolha que fiz pelo fato de poder iniciar o trabalho antes, iniciar e terminar, ter início, meio e fim. Toda vez que iniciei tive sucesso. A minha ideia é essa, fazer uma grande competição e ganhar projeção para outros passos maiores. A organização e o trabalho do Novorizontino me fizeram aceitar com antecedência e abrir mão de outras coisas que pudessem acontecer.

Diário - O que pode dizer sobre a oportunidade no São Paulo?

Doriva - A oportunidade foi dada pelo trabalho que estava fazendo na Ponte Preta, depois de uma sequência boa de ganhar cinco jogos seguidos no Brasileiro, veio o convite, lógico, pesou o fato de ter história dentro do clube, mas teve só início, não teve meio nem fim. Aliás, teve fim precoce, não dá para classificar o trabalho se foi bom, regular. Infelizmente foi abortado bem no início por conta das escolhas políticas. Carlos Miguel Aidar me contratou e depois de três dias deixou o São Paulo. A outra direção (Leco) que entrou achou por bem me tirar. Foi frustrante, era a oportunidade em um grande clube, com desfecho ruim, mas trouxe aprendizado, amadurecimento, reflexões. Não posso lamentar, pois foi a escolha que fiz e toda escolha tem consequência, essa não foi boa.

Diário - O que deu de errado no São Paulo neste ano?

Doriva - Foi uma série de situações. O Rogério Ceni assumiu, o trabalho não teve o resultado esperado e trocaram, veio outro treinador. O elenco foi sendo montado no meio da competição, foi uma série de fatores que fizeram com que o São Paulo não tivesse uma campanha top. O Dorival conseguiu dar padrão na metade do campeonato, passou sufoco é verdade, mas chegaram jogadores qualificados. Os três do meio são de alto nível: Hernandes, Petros, Jucilei. Oscilou é verdade, mas conseguiu se manter e precisa se organizar. O planejamento tem de ser feito agora para o ano todo e saber qual competição que está jogando. Quando fui, um dos fatores pra aceitar era fazer uma renovação, fui em 2015 e em 2016 faria uma renovação grande lá, mas não tive esse tempo. O Dorival é experiente e dando sequência vai equilibrar a equipe, trazer reforços e o São Paulo sempre é forte pela tradição que tem.

Diário - Quais as chances do Grêmio no Mundial de clubes?

Dorival - São jogos sofríveis, primeiro tem de passar pelo Pachuca do México, o que já é uma dificuldade, mas chegando e pegando o Real Madrid são duas equipes qualificadíssimas. O Grêmio demonstrou isso nessa Libertadores, tem equipe forte, jogadores que individualmente podem decidir uma partida, está aberto. Em nenhum ano em que as equipes brasileiras conseguiram conquistar o Mundial elas eram favoritas. Vai jogar com o campeão europeu, geralmente os melhores times do mundo. Sul-americano nunca é favorito, mas pode surpreender, nós conseguimos contra o Milan, o Corinthians contra o Chelsea.

Diário - Além de ser campeão mundial de clubes com o São Paulo, você jogou a Copa do Mundo de 1998. Como vê o Brasil para Copa da Russia?

Doriva - O Brasil está muito bem treinado, os jogadores confiam muito no Tite, tem muita credibilidade pelo trabalho que vem fazendo. A gente acredita, mas nada cai do céu. Na final de 1998 todos achavam o Brasil favorito, principalmente os brasileiros, mas na visão geral a França era muito conceituada, jogadores só jogavam em Milan, Barcelona, Bayern de Munique, só top. Classificado com dificuldade ou folga, o Brasil sempre é considerado favorito pela história que tem  e o talento, hoje atrelando à tática e ao comprometimento.

 

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