Diário da Região

22/12/2017 - 22h03min

CORRUPÇÃO NO FUTEBOL

Juíza ordena que Marin seja levado à cadeia nos EUA

A juíza Pamela Chen, da Corte do Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, aceitou o pedido dos promotores e decidiu nesta sexta-feira pela prisão imediata do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, de 85 anos.

Marin foi considerado culpado em seis das sete acusações de corrupção Marin: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa à Copa Libertadores, conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, conspiração para fraude relativa à Copa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América. O dirigente brasileiro foi absolvido apenas da acusação de lavagem de dinheiro da Copa do Brasil.

A magistrada não aceitou os argumentos dos advogados de Marin, que pediram que o brasileiro aguardasse a sentença em prisão domiciliar. Os advogados tentaram interceder, alegando que o réu já se encontrava em prisão domiciliar e não oferecia risco à sociedade.

Marin é dono de um apartamento de luxo na Trump Tower em Nova York, onde encontrava se recluso em prisão desde sua extradição para os EUA, em novembro de 2015, e pode pegar até 20 anos de prisão. A juíza, no entanto, justificou que precisa ter certeza de que Marin estará nos Estados Unidos para aguardar a sentença. Marin foi acusado pela promotoria de aceitar mais de US$ 6 milhões em troca de subornos de direitos de televisivos de torneios de futebol. Parte deste dinheiro teria sido depositado em uma conta bancária em Nova York que Marin teria usado para pagar despesas pessoais.

Os jurados foram instruídos pela juíza, ouviram os argumentos finais e se reuniram para deliberar por um período de seis dias. Como o caso é muito complexo, dúvidas sobre evidências e as instruções da juíza, acarretaram na demora de um consenso. Isolados por vários dias, eles foram instruídos a não lerem notícias sobre o caso, tampouco emitir nenhum comentário fora do tribunal.

Nos EUA, em casos criminais, quando não houver unanimidade no veredicto, cabe ao juiz convocar novo júri.

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