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Goleiro Jefferson visita crianças em projeto na zona norte

Goleiro do Botafogo e ex-Seleção pretende encerrar a carreira no final de 2018 e tocar seus negócios em Rio Preto


    • São José do Rio Preto
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A seis dias de completar 35 anos, o goleiro Jefferson, do Botafogo e ex-Seleção Brasileira, decidiu que irá 'pendurar as luvas' no final de 2018 e trocar de uma vez por todas o Rio de Janeiro por Rio Preto. Natural de São Vicente, o jogador adotou a cidade rio-pretense desde 2000, quando defendeu o América por três meses e, nesse período, conheceu a esposa Michele. O casal tem três filhas.

Mesmo quando foi para o futebol turco, Jefferson estreitou relações com o Rio Preto. "Muitas coisas podem acontecer em 2018, mas o plano é que estou decidido que será o meu último ano como goleiro. A partir daí vou focar nos negócios em Rio Preto (dono de cafeteria e empreendimentos comerciais)", disse Jefferson, que nesta quarta-feira, 27, enquanto curte férias na cidade, foi ao Parque Ecológico Joaquim de Paula Ribeiro, zona norte da cidade.

Lá visitou crianças - entre 5 e 14 anos - do Projeto Paraíso. Durante o encontro, Jefferson contou sua história de vida, norteada pela pobreza e a realização do sonho de ser jogador de futebol, respondeu perguntas e ajudou os funcionários do projeto entregarem presentes de final de ano. "Fico muito honrado e feliz com esse convite. Minha esposa é a rio-pretense. Mas, com esse carinho que recebo aqui, não seria diferente, me sinto parte dessa terra", falou Jefferson.

O projeto, segundo a coordenadora pedagógica Elaine Milano Ennes Borges, reúne 200 crianças e, além de futebol, oferece aulas de judô e caratê. "As crianças ficaram maravilhadas com a visita dele", disse Elaine.

Presente na Seleção na Copa do Mundo de 2014, Jefferson viveu dias de angústias entre 2016 e 2017. Com uma ruptura parcial do tendão do tríceps, Jefferson passou por cirurgia e ficou 13 meses afastados dos gramados. Voltou em junho de 2017, mas na reserva contra o Vasco. Entrou em campo no dia 9, contra o Atlético-MG, com direito de defender um pênalti cobrado por Rafael Moura. "Foi um ano (de 2017) abreviado por conta das duas cirurgia, o tratamento e a incerteza de como voltaria a jogar", contou o goleiro.

Ídolo do Botafogo, Jefferson sabe que terá um desafio e tanto em 2018: superar a concorrência do paraguaio Gatito Fernández. Enquanto esteve no departamento médico, Gatito fez ótimas partidas. "Vou começar 2018 recuperado, praticamente do zero e pronto para buscar minha sequência de jogos", finalizou Jefferson.