Diário da Região

18/12/2017 - 23h25min

RESTRIÇÃO

Europa aperta o cerco a imigrante ilegal

Situação ameaça brasileiros que fugiram da crise econômica no Brasil

Casa do Brasil/Divulgação Mellinger:
Mellinger: "Estamos vendo um aperto cada vez maior das autoridades"

O ano-novo será de maiores controles, mais blitzes e, possivelmente, de aumento da deportação de trabalhadores irregulares na Europa.

O governo francês de Emmanuel Macron anunciou nesta segunda-feira 18, que vai apresentar um novo projeto de lei para acelerar a expulsão daqueles que não estejam em condições legais no país.

Oficialmente, o ministro do Interior, Gerard Collomb, argumentou que a reforma seria uma maneira de garantir que os refugiados tenham um tratamento melhor. Para ele, a situação hoje em Paris é "explosiva".

Se o principal foco da ação de Macron são os países africanos, a medida acabará atingindo também milhares de brasileiros na França.

A proposta já sofre resistência de entidades de assistência, como o Emmaus.

Segundo essas organizações, a proposta chega a falar de operações policiais em centros de acolhimento de saúde. Em 2016, 16 mil pessoas foram deportadas da França. Para 2017, o governo indica que o número já cresceu 14%.

A situação dos brasileiros também deve ficar mais tensa no Reino Unido. Carlos Mellinger, presidente da Casa do Brasil em Londres, confirma a tendência de alta no número de prisões e expulsões.

A onda de brasileiros que foram morar na Europa para fugir da crise colocou o Brasil, novamente, entre as dez nacionalidades com o maior número de deportações do continente. No primeiro semestre deste ano, 3,1 mil ordens judiciais foram emitidas por tribunais nos diversos países do bloco estipulando o retorno dos brasileiros. Nos seis primeiros meses de 2016, foram 2,3 mil: um aumento de 37% de um ano para o outro. Os dados da Agência de Fronteiras da Europa, a Frontex, foram divulgados nesta segunda-feira, 18.

Segundo fontes dos serviços de imigração em Bruxelas, a grande maioria das ordens de expulsão é direcionada a brasileiros que chegaram entre 2015 e 2016 - período que coincide com o da maior recessão da história do Brasil.

"Estamos vendo um aperto cada vez maior das autoridades. Tem muita gente sendo detida", disse Mellinger, que lidera a principal entidade de representação da comunidade nacional na capital britânica. "Temos visto blitz em locais de trabalho."

Segundo ele, porém, o controle será ainda maior em 2018. Hoje, os hospitais públicos já são obrigados a passar informações de eventuais pacientes sem documentos e, em janeiro, serão os bancos que apresentarão as informações às autoridades.

 

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