Diário da Região

09/12/2017 - 16h47min

Exportação rio-pretense

Diego Basanelli é o baixista da nova banda de Ciro Pessoa

Divulgação Diego Basanelli é responsável pelo baixo e composições da Flying Chair, que acaba de lançar seu primeiro álbum
Diego Basanelli é responsável pelo baixo e composições da Flying Chair, que acaba de lançar seu primeiro álbum

Ciro Pessoa, um dos fundadores dos Titãs e responsável por sucessos como Sonífera Ilha e Homem Primata, além de composições gravadas pelo Ira! e outras grandes bandas do cenário rock nacional, está com uma nova banda, a Flying Chair, e tem rio-pretense envolvido no projeto. Alguns dos acordes ouvidos nas músicas da banda vêm de Diego Basanelli, nascido em Rio Preto e radicado em São Paulo, onde está construindo sua carreira musical.

Diego, 34, é responsável pelo baixo e composições da Flying Chair, que acaba de lançar seu primeiro álbum e fez a apresentação de estreia da turnê na última quinta-feira, 7 de dezembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS), na capital paulista. A apresentação faz parte da programação paralela à exposição Renato Russo e contou com a participação de Branco Mello, dos Titãs.

O convite para integrar a banda veio do próprio Ciro. Eles haviam se conhecido há dez anos quando Diego era sócio de um bar e galeria em São Paulo chamado Coletivo Galeria. "Ele tocava e trabalhava nesse bar que eu frequentava. Sempre houve uma profunda identidade estética entre nós. Quando a Flying Chair foi criada, não hesitei em convidá-lo para participar da banda", conta Ciro.

"Lembro que conversamos por horas quando nos conhecemos e saímos do bar com promessas de ouvir Hendrix e gravar um disco", recorda Diego que, antes de entrar para a banda, havia passado dois anos fora de São Paulo depois da morte de um amigo, o também artista Paulo de Tharso.

"Nós estávamos gravando um disco quando ele se foi. Foi um período difícil, uma época de ladeira abaixo. Quando retornei à cidade, o Ciro foi o primeiro a me procurar. Ele havia passado uma temporada em retiro na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, onde compôs boa parte do que veio a ser o primeiro disco da Flying Chair."

"Estava sem compor há algum tempo e de repente fui possuído por um fluxo violento. De lá saíram oito das doze canções que estão no disco", acrescenta Ciro.

 

Cumplicidade e identidade estética

O nascimento do projeto foi bastante rápido. Com pouco mais de um ano, eles se uniram e o projeto saiu do papel. Diego já conhecia Pedro Leo, hoje baterista da Flying Chair, mas teve o primeiro contato com os guitarristas Claudio Costa e Chico Marques um dia antes do primeiro ensaio como banda.

"De primeira tocamos o repertório todo e resolvemos que iríamos gravar a partir do próximo dia. O disco foi feito num período de três meses e já temos material inédito para o começo do ano que vem", diz Diego.

A vontade, desde o início, segundo o músico, era que o projeto fosse realmente uma célula criativa onde todos contribuem. Meta essa que ele acredita terem alcançado. "Tem sido ótimo. Somos de fato uma banda e, acima de tudo, uma banda que tem um núcleo de produção muito intenso. Desde logotipo, material de divulgação, merchandising, composições e gravações, tudo é feito pelos cinco."

O álbum, lançado em julho deste ano, traz influências do rock "old school", como o próprio Ciro define. "Beatles, Rolling Stones, Who e outras. E somos muito pop. Muito pop rock, mas com elegância e senso estético. Tenho como propósito de vida não olhar para trás. E a Flying Chair é resultado desta obsessão. Somos uma banda nova, com ideias originais e muita cumplicidade e identidade estética."

Além disso, a banda quer conquistar o espaço perdido pelo rock no cenário musical brasileiro. "Nossa cultura, de uma maneira geral, está muito doente e tem a ver com a educação. Não sei se o rock retomará seu espaço, mas a Flying Chair está querendo este espaço de volta e vai conseguir retomá-lo", afirma Ciro.

Contato com música veio cedo

O contato de Diego com música começou cedo. Segundo ele, desde pequeno esteve cercado de boa música, influenciado especialmente pelo pai, que gosta muito de Beatles. "A primeira lembrança musical que tenho, ainda bem criança, é de pedir a ele ou minha mãe colocarem o 'disco da estrada', me referindo ao 'Abbey Road', que em minha opinião é uma obra perfeita. "

Já o gosto por tocar veio um pouco mais tarde, quando começou a frequentar bares de rock em Rio Preto. "No final dos anos 90 e começo dos anos 2000 você encontrava lugares obscuros como Toa-Toa e Bar da Matinha, que ficava em uma fazenda onde passávamos noites ao som de Led Zeppelin jogando dardos e bocha (sim, bocha!)", conta.

O aprendizado veio com revistas de cifras vendidas em bancas de jornal. E como muitas vinham com transcrições erradas, isso acabou sendo um bom treino para o ouvido, recorda o músico.

O contato com o universo dos grandes nomes da música nacional teve início ainda aqui em Rio Preto quando Diego conheceu a banda Velhas Virgens, com quem dividiu palco diversas vezes ao longo de mais de 15 anos de amizade. Hoje, divide com Alexandre Cavalo, guitarrista da Velhas, o show Roberto Embriagado, com releituras das músicas do rei Roberto Carlos.

Diego também já levou sua marca a trabalhos de outros grandes artistas como Os Mutantes, como técnico de guitarras de Sergio Dias, companheiro de Rita Lee, e como músico e produtor na banda Saco de Ratos, do dramaturgo Mario Bortolotto, que prepara disco de inéditas para 2018.

Sem vir com muita frequência para Rio Preto nos últimos anos, Diego espera passar por sua cidade natal em breve para um show com a nova banda. "Devo retornar à cidade para visitar a família durante as festas e logo correr de volta a São Paulo. E claro, será um prazer imenso tocar onde nasci." (BC)

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