Diário da Região

02/12/2017 - 16h35min

SEMINÁRIO

Amizade também é amor

Escolhido pela Época como uma das 27 personalidades mais influentes da internet, Fabrício Carpinejar está chegando a Rio Preto para o 5º Seminário Diário da Região

Divulgação Fabrício Carpinejar é autor de mais de 40 livros
Fabrício Carpinejar é autor de mais de 40 livros

Ele foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes da internet e está chegando a Rio Preto para participar do 5º Seminário Diário da Região, com a palestra: "Contadores de histórias, multiplicadores de emoções: amor na vida real e na web". Estamos falando do premiado escritor, poeta e jornalista Fabrício Carpinejar, é claro. Autor de mais de quarenta livros, o gaúcho também chama a atenção de fãs e seguidores pela contundência e originalidade de suas opiniões, freneticamente compartilhadas nas redes sociais. Como colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, discorre sobre assuntos triviais e cotidianos com criatividade e bom humor que já lhe são característicos. Está antenado aos novos tempos e não se atém a antigos e ultrapassados estereótipos de "sobriedade" intelectual. O resultado está aí, para todos verem e lerem. Afinal, esse não é o principal objetivo do escritor?

O livro Liberdade é ter um amor para se prender (2017) - publicado recentemente já esgotou a tiragem de 3 mil exemplares, segundo o Jornal GaúchaZH (25/11/2017). Contando com um projeto gráfico inovador, o livro dispõe de 80 páginas destacáveis que imitam guardanapos de papel, onde são reproduzidos poemas ou reflexões do autor. Há vários motivos para a escolha dos guardanapos: "manto dos poetas e dos músicos (...) acaba servindo para imortalizar instantes imprecisos da língua e declarações ansiosas de paixão". É assim que o leitor se depara com um leque de possibilidades para cada página avulsa.

Este ano, Carpinejar também publicou um livro crônicas chamado Amizade é também amor (2017), pela editora Bertrand Brasil. São 122 textos que abordam temas cotidianos e trazem um leve tom autobiográfico. É empatia na certa! Hábitos e lembranças da infância e da intimidade do autor aparecem em crônicas como "Era feliz com tão pouco", "Pasta de couro", "Coitado do Hulk", "Idade do meu pai", "Vizinhos no olho mágico", "Entre vidraças e vitrines", "Vaga-lumes e pokémons" e "Banho de caneca", entre outras. Em "Sou a própria sessão da tarde", Carpinejar relembra os tempos em que as pessoas não tinham acesso à internet e assistiam apenas aos canais de televisão aberta:

Não havia escolha. Acompanhei a saga da cadela Lassie e sua sabedoria silenciosa. Atravessei os meus aniversários sucessivamente pedindo uma collie. Lassie transformou-se em meu Harry Potter: A força do coração, A coragem de Lassie, Lassie de volta para casa e A Magia de Lassie. Venho de uma linhagem da previsibilidade e da reincidência. Não duvide de mim, jamais deixo pela metade uma dor ou uma alegria porque é repetida. Eu me emociono de novo apesar de conhecer o final. (Sou a própria sessão da tarde, p.38)

Dilemas e impasses da vida moderna servem igualmente de matéria-prima para várias crônicas como "Sensação térmica", "Aquele que sofre menos", "Brique do amor", "O pecado maior", "Depende do ponto de vista", "O Quê?", "Infelicidade é" "Dias Nulos", "Festa da Firma" e "Moletom na cintura". Em "Caprichos adolescentes", por exemplo, o autor fala sobre a necessidade de compreendermos as mudanças inerentes às diferentes fases na vida das pessoas:

É chato o adulto que insiste para colocar em prática os sonhos tardios de adolescente. Suspende a sua vida e a vida de quem ama por uma birra. O que não foi realizado não precisa mais ser realizado. Você mudou, e os seus sonhos também. [...] Não tem como conciliar o que o coração foi um dia com a cabeça da maturidade. Sonhos atrasados não são lembranças, não aconteceram, são apenas caprichos. Digo adeus a tudo o que não fiz para valorizar o que estou fazendo. (Caprichos adolescentes, p.152)

Temas centrais do livro, o amor e a amizade são identificados na maioria das crônicas, entre elas: "Dê um desconto ao amigo", "Estranho equilíbrio", "A paz dos defeitos", "Definitivo", "Expectativa e esperança", "Até a ligação cair", "Mãezinha por toda a vida", "Loucura por amor", "O Fim do nome", "Ciúme é bom", e assim por diante. Em "Rivotril ou Ritalina", o autor aborda a difícil (e crescente) questão dos desencontros amorosos:

A pressão pelo sucesso individual restringe a partilha emocional. A vida está pronta e definida antes mesmo de se conhecer alguém - o romance é apenas um encaixe secundário. O amor não é mais a prioridade, o seu lugar soberano fora tomado pelo tempo. [...] Ninguém quer ceder, pois ceder é compreendido como falta de personalidade. Ninguém tampouco pode adiar as vontades ou equacioná-las num prazo maior. É um bloqueio de fundo ideológico, sob alegação de não admitir imposições. [...] Para um casal vingar, além do amor, os objetivos devem correr na mesma direção. Não há compaixão aos pretendentes que se arriscam na contramão. (Rivotril ou Ritalina, pag. 183)

Carpinejar ainda não se esquece de incluir temas mais polêmicos como a relação entre o machismo e o estupro ("Não é Não") e a queda do avião com a equipe de jogadores da Chapecoense na Colômbia ("Somos todos Chapecoenses"). E pensar que o autor foi diagnosticado com retardo mental aos 7 anos por apresentar dificuldades de aprendizagem na escola e ainda teve que superar o bullying e a chacota permanente dos colegas diante de sua aparência pouco convencional. Faz sentido...

Serviço

  • 5º Seminário Diário da Região - "Literatura, Cultura e Informação na Era Digital". Quarta-feira, 6 de dezembro, das 9h às 13h, na sala de cinema do Shopping Iguatemi. Vagas esgotadas

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