Diário da Região

22/12/2017 - 10h34min

LUTO

Morre a pintora e escultora Marília Kranz

A artista ficou conhecida por ser uma feminista libertária que ajudou a promover a revolução sexual nos anos 1970 e 1980

Reprodução Marília Kranz teve um importante papel na vida social carioca
Marília Kranz teve um importante papel na vida social carioca

Morreu na quarta, dia 20, no Rio, aos 80 anos, em sua casa, a pintora carioca Marília Kranz, que há algum tempo vinha enfrentando sérias doenças neurológicas e as consequências da febre chikungunya, contraída em 2016.

A artista, conhecida por ser uma feminista libertária que ajudou a promover a revolução sexual nos anos 1970 e 1980, no Brasil, tendo sido presa no auge da ditadura militar, em 1971, por agitação política, teve nas telas uma atuação bem diferente.

Dona de um estilo lírico, em que predominam cores suaves e cenas da natureza, Marília Kranz teve um livro escrito em sua homenagem pelo crítico Frederico Morais (Marília Kranz, publicado em 2007 pelo Andrea Jakobson Estúdio).

Ainda escultora e gravadora, Marília Kranz teve um importante papel na vida social carioca, sendo amiga de nomes conhecidos das artes visuais, entre eles o cartunista Millôr Fernandes (1923-2012) e o pintor Carlos Vergara. Ela realizou pelo menos 17 exposições individuais, em que predominavam referências à paisagem carioca, especialmente a flora. A despeito dessas referências, ela dizia que sua pintura não era figurativa, mas abstrata.

Em termos comparativos, a simplificação formal da pinturas de Marília Kranz encontra correspondência na ilustração brasileira de seus contemporâneos e nas telas de Gustavo Rosa. Ela procurou acentuar a geometria, produzindo paisagens angulosas. A pintora fez sua primeira exposição há quase 50 anos, em 1968, na loja Oca, do arquiteto e designer de móveis Sérgio Rodrigues, em Ipanema. Em 1989, Marília foi convidada a realizar um painel para o Rockefeller Plaza.

Apesar disso, a artista tinha projetos de tornar popular sua arte, a exemplo de Gustavo Rosa, produzindo grandes séries a preços baixos. Marília Kranz foi cremada nesta quinta-feira, 21, no Memorial do Carmo, no Caju, Rio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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