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Crimes sexuais

Crescem casos de estupro em Rio Preto

Em 11 meses, Rio Preto registrou 152 ocorrências - mais do que todo o ano passado. Homicídios também aumentaram


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De janeiro a novembro deste ano, Rio Preto registrou 152 ocorrências de estupro. O número já é superior do que todo o ano passado, quando foram 131 casos. Os dados são da Secretaria do Estado de Segurança Pública (SSP).

O número de homicídios também já superou o do ano passado. Foram 30 casos em 11 meses deste ano, contra 28 em 2016.

A educadora Simone Moura Facini Lopes, morta aos 31 anos em 12 de março deste ano, foi vítima dos dois crimes. Passados nove meses, a família dela ainda não se recuperou do trauma. Simone foi morta pelo caseiro Francisco Lopes, ex-condenado por estupro. Sem saber do passado dele, a jovem passou a alfabetizá-lo, mas acabou sendo estuprada e morta.

"Como puderam permitir a liberdade de um homem desses, sem que as pessoas soubessem o que ele cometeu. Ele cumpriu sua pena, mas teríamos de saber o que ele fez, antes de nos aproximar", diz Laudiceia Lopes, cunhada da vítima.

A delegada da Mulher, Dalice Aparecida Ceron diz que a maioria dos crimes sexuais cometidos em 2017 foram praticados dentro do ambiente familiar.

"Principalmente os estupros contra vulneráveis são cometidos por parentes, pessoas próximas a crianças. E suspeitamos que nestes casos até exista uma subnotificação, porque nem sempre os crimes são revelados pela vítima", afirma a delegada.

Neste ano, foram registrados 108 casos de estupros de vulneráveis. O item passou a ser divulgado a partir de setembro do ano passado.

Para a secretária da Mulher de Rio Preto, Maurren Cury, os números de registros de estupros também demonstram o aumento da conscientização das vítimas, que agora têm coragem de denunciar.

"É importante que as pessoas que foram alvos de crime sexuais não se calem, procurem a polícia para denunciar e nossa ajuda para se recuperar" diz a secretária.

Mortes

Além do aumento de assassinatos, Rio Preto registra cinco latrocínios até novembro, número igual ao de todo o ano passado. A conta deve ficar maior quando os números de dezembro forem contabilizados. No dia 13, o comerciante Valdeci Joaquim da Silva, 43 anos, dono de uma mercearia, foi surpreendido por dois ladrões quando fechava o estabelecimento, no João Paulo 2º.

A Polícia Militar informou que tem sido aumentado o patrulhamento das ruas para conter a onda de criminalidade, com operações de apreensões de motos, principal veículo usado por assaltantes.