Diário da Região

09/11/2017 - 23h22min

REFORMA

'Previdência' vira jogo de empurra

Líderes partidários e o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alertaram nesta quinta-feira, 9, o presidente Michel Temer, para as resistências que permanecem na base aliada

A reforma da Previdência virou um jogo de empurra entre o governo e o Congresso Nacional. Mesmo sem qualquer segurança de que conseguirá os votos necessários para a aprovação - apesar de ter concordado com inúmeros cortes no projeto original - o governo lançou à Câmara a responsabilidade de votar a reforma ainda este ano. Líderes partidários e o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), alertaram nesta quinta-feira, 9, o presidente Michel Temer, para as resistências que permanecem na base aliada.

Maia chegou a propor que Temer chame, na próxima semana, os líderes individualmente para ouvir as demandas e "angústias", já que em reuniões amplas é mais difícil para eles "manifestarem suas preocupações". E sugeriu ao presidente uma espécie de calendário de articulação: de hoje até o dia 21, a organização da base para votar MPs mais impopulares e dar um sinal de que é possível avançar na Previdência. "Ainda não há, na articulação política, a solução para votação aqui na Câmara. A gente sente que os líderes ainda estão com muita dificuldade para convencer seus deputados", disse Maia.

À noite, questionado se considera já ter os 308 votos para a aprovação, Temer respondeu: "Ah, vamos contando.". Disse que "está animado" com as negociações dos últimos dois dias e comentou que "há (chances) sim" de vitória.

Não é o que indicam os líderes políticos no Congresso. A preocupação é tanta que, durante o café da manhã oferecido ontem por Maia, que teve a participação do próprio Temer, as demandas giraram em torno da articulação política. As mudanças no texto em si praticamente não foram discutidas.

Os pontos do novo texto já estão praticamente definidos. Mas o governo deve ceder em mais uma medida da "batalha contra privilégios": a limitação de acúmulo de pensões e aposentadorias a dois salários mínimos (o equivalente hoje a R$ 1.874,00).

O líder do PR, deputado José Rocha (BA), deu o tom da resistência. "O PR não vota de jeito nenhum. Reforma da Previdência tem que ser votada em início de mandato. Pelo menos no Nordeste, quem votar a reforma está morto (politicamente). O cara vota e não volta."

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