Diário da Região

27/11/2017 - 23h02min

Cartas do Leitor

Perímetro urbano

Há dias, em conversas informais, tenho ouvido reclamações várias acerca da dificuldade de se aprovar na prefeitura projetos de empreendimentos a serem implantados em glebas do município. Na edição de domingo do Diário deparei com a manchete intitulada "cidade barra inchaço de área urbana" onde a administração municipal questiona, basicamente, a questão da inexistência de acessos, de equipamentos urbanos e de infraestruturas.

Estou convicto que a melhor saída para este impasse é a de se colocar em prática as chamadas "operações urbanas" que, consistem na efetivação de parcerias entre a iniciativa privada e o poder público municipal, através de lei específica para cada caso.

A propósito, a lei federal 10.257 de 10/07/2001 - Estatuto da Cidade -, assim as define: "considera-se operação urbana consorciada o conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo Poder Público municipal, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental".

Entendo que somente desta forma é que se freia o surgimento de novos empreendimentos e a cidade continua crescendo de maneira ordenada e sustentável.

Jorge Abdanur, engenheiro civil e membro permanente do Conselho da Sociedade dos Engenheiros, Rio Preto.

Perímetro urbano 2

Conforme matéria Diário da Região de 26/11/2017, prefeito congela novas áreas rurais no perímetro urbano. Isso significa que a qualquer momento pode ser descongelado e voltar a inchar a nossa Rio Preto. Num período de 15 anos, só na região Leste pertencente ao São Deocleciano, foram implantados mais de 14 bairros. Isso é um absurdo. Se percorrer as zonas norte, sul, leste, oeste, poucas zonas rurais existem.

Na nossa cidade existem milhares de lotes vazios para especulação. Por que que não se regulariza os Aufervilles, são mais de sete mil lotes que estão a Deus-dará. Queria ver a coragem do Executivo e Legislativo baixar um decreto proibindo novos loteamentos por um período de dez anos.

Temos que enxergar um futuro bem distante e não só na frente do nariz. A população não pode ser punida por irresponsabilidade de governantes. Vamos aproveitar os espaços vazios existentes, e que são muitos. Temos que ter uma Rio Preto mais compacta e não espalhado como está. Da maneira que vai indo logo-logo teremos que comprar áreas de outros municípios para incluir na de nossa cidade. Acordem senhores políticos.

Aparício Guilherme Queiroz, Rio Preto.

Escola sem Partido

Nossas escolhas são como sombras: perseguem-nos por toda a vida. O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo, escolheu uma sobra funesta para lhe seguir ao contrariar a grande maioria da população rio-pretense votando contra o projeto Escola Sem Partido. Talvez, infelizmente, o prefeito desconheça o que, de fato, tem levado a educação dos nossos filhos à falência.

Acredito que Edinho pense que os problemas da nossa educação serão resolvidos à medida que se aumentar a liberdade dos professores sobre assuntos de temas subjetivos dos alunos. Mas, diga-me senhor prefeito, por que o senhor acha que o Brasil está entre os últimos colocados no ranking mundial de educação? O senhor acredita que faltam investimentos?

Está errado, senhor prefeito. Em 2000, o Brasil havia investido 2,4% do PIB na Educação Básica; em 2012, o valor praticamente dobrou, para 4,7%, nosso país, hoje, é um dos que apresenta maior crescimento nos investimentos em educação em todo o mundo. Então, o senhor acha que o ensino brasileiro ficou estagnado entre os piores por que faltaram conquistas na estrutura funcional das escolas?

Outro erro, senhor prefeito, hoje, qualquer escola publica de São Paulo oferece transporte, alimentação balanceada, material didático e até uniformes: tudo de graça. Quem estudou nessas mesmas escolas publicas há 40 anos não recebeu nada disso. Já sei senhor prefeito, o senhor vai dizer que a nossa educação chegou ao fundo do posso porque os professores não são valorizados e recebem muito pouco!

Errado de novo, Edinho: embora eu concorde que os professores precisem ser mais bem remunerados, o piso salarial dos professores, segundo o MEC, aumentou de R$ 950,00, em 2009, para R$ 2.298,00 em 2017, um aumento de quase 142%. E mais, senhor prefeito, estudo realizado pelo INEP, em 2014, mostrou que, ao contrário do que o senso comum pode sugerir, os docentes com os piores salários estão na rede privada: R$ 2.599,00 em média, enquanto que nas escolas estaduais o valor foi de R$ 3.476,00.

O que falta em nossas escolas, caro prefeito Edinho, não é o dialogo ou a liberdade de expressão, falta-nos professores que cumpram a sua obrigação de ensinar matemática, ciências e português. Quanto a temas personalíssimos dos alunos, esse é um direito universal reservado apenas aos pais. Quando ler uma nova matéria mostrando que a nossa educação continua piorando, apesar de melhores condições, me lembrarei do senhor, e de homens públicos que se acovardaram diante de decisões duras, mas necessárias.

Ivo Ceron Junior, Tanabi

Propaganda

Admiro todo o trabalho criativo da publicidade e propaganda, de modo particular os apresentados na TV, que desperta no expectador algum interesse por determinado produto objeto da estratégia do marketing comercial. Entretanto, me chateia quando vejo a propaganda tendenciosa que distorce o verdadeiro sentido e autenticidade de uma Festa Cristã, como o Natal.

Foi o que assisti dias atrás. Era uma propaganda de produto de beleza, afirmando que agora é o tempo favorável para compra-lo, pois "esse é o Natal que faz sentido; presenteie com amor". Ora, o que isso tem a ver com o Natal de Jesus, a não ser a oferta de um produto de consumo?

Então, que saibamos festejar a Natividade de Jesus, contemplando a manifestação do amor de Deus por toda a humanidade, ao enviar o Filho para estabelecer o Seu Reino no mundo: "E o verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14). Assim, estaremos celebrando a realização da promessa do Pai, recordando o nascimento de Jesus em Belém, pobre entre os pobres para a salvação de todos.

José Vicente Berenguel, Rio Preto.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso