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Diário da Região

23/11/2017 - 19h05min / Atualizado 23/11/2017 - 19h05min

VINHOS E OS PRAZERES

Vinhos de regiões fora do radar

Em evento em São Paulo, jornalista Jorge Lucki fala sobre vinhos cujos preços são menores do que aqueles que vêm de regiões mais conhecidas, mas com o mesmo padrão ou até mesmo superior

Alberto Andalo Júnior/Arquivo pessoal Jornalista Jorge Lucki fala sobre vinhos cujos preços são menores do que aqueles que vêm de regiões mais conhecidas, mas com o mesmo padrão ou até mesmo superior
Jornalista Jorge Lucki fala sobre vinhos cujos preços são menores do que aqueles que vêm de regiões mais conhecidas, mas com o mesmo padrão ou até mesmo superior

Aconteceu em São Paulo entre 26 e 29 de outubro, no Memorial da América Latina/Barra Funda, na Semana Mesa SP 2017, o Fórum Internacional de Vinhos e Mesa ao Vivo. A divulgação ficou por parte da Deni Bloch comunicação.

Este evento contou com diversos produtores de bebidas e comidas e com palestras sobre os dois temas.

Pude participar de duas palestras sobre vinhos, sendo que uma delas foi ministrada pelo jornalista Jorge Lucki, com o tema: “Vinhos de regiões fora do radar”. Ele falava sobre vinhos de regiões menos badaladas, cujos preços eram menores do que aqueles que vinham de regiões mais conhecidas, mas com o mesmo padrão ou até mesmo superior.

O primeiro vinho que foi servido foi o Ameal Solo 2014, da região do Minho. Ele foi produzido pelo Quinta do Ameal e feito com a cepa Loureiro. Sua graduação alcoólica é de 11%, importado pela Qualimpor, por R$ 1.155,00 (a caixa de 6). Este é um vinho muito agradável e foi escolhido pelo fato de ser de uma cepa menos utilizada na região do vinho verde, onde a principal casta é o Alvarinho. Conforme Jorge, este é um vinho com muito frescor, resultante de uma boa acidez.

Os outros vinhos servidos foram:

  • Etna Planeta Rosso 2012, produzido na região norte do Monte Etna, na Sicília. Ele é produzido com a cepa Nerello Mascalese, pela vinícola Planeta, que por sua vez, tem plantações em várias partes da Sicília. Ele é um vinho com personalidade e tem uma graduação alcoólica de 11%. È um vinho importado pela Boccati e custa R$154,00. Foi escolhido por ser diferente da maioria dos vinhos conhecidos da Sicília, que em geral são de outra região e usam a cepa Nero D’Avola.
  • Ariolas Turriga Isola dei Nuraghi 2005, produzido com as cepas: Cannonau (Garnacha) (85%), Carignano (Cariñena), Bovalo Sardo (Muristello) e Malvasia Nera. Ele explicou que a maioria das cepas, usadas nos vinhos produzidos na ilha, são de origem espanhola, com nomes diversos do seu país de origem. Este é um vinho intenso, muito gastronômico, ou seja, fica melhor quando acompanhado por pratos intensos. Tem uma graduação alcoólica de 14,5%, importado pela Vinci por R$790,17 e ganhou diversos prêmios: RP 93 Pts, WE 90 Pts e 3 bicchieri da Gambero Rosso.
  • Radici Taurasi Riserva 2007, produzido por Mastroberardino, na Campania, com a cepa Aglianico. É um vinho espetacular, delicado, profundo, equilibrado e com longa persistência. Tem uma graduação alcoólica de 13,5% e é importado pela Mistral por R$377,01. Visitei esta excelente vinícola e gostei muito dos seus vinhos! Se fosse produzido em regiões badaladas, certamente custaria muito mais!
  • Château de Saint Cosme Gigondas 2012, da região do Rhône Sul, feito com as cepas: Grenache 60%, Syrah 20% Mouvèdre 18% e Cinsault 2%. A região de Gigondas fica próxima à do Châteuneuf du Pape, onde os preços de vinho são maiores. É um vinho delicado, sem perder sua personalidade. Tem uma graduação alcoólica de 13,5% e é importado pela Winebrands por R$434,00.
  • Carcavelos Oeiras 10 anos, feito pela Villa de Oeiras, próxima a Lisboa, feito das cepas Arinto, Galego Dourado e Ratinho. É um vinho excelente, fortificado como o Porto, com graduação alcoólica de 18,5%.

A denominação Carcavelos, com a grande expansão imobiliária de Lisboa, só não acabou porque a prefeitura de Oeiras assumiu a produção deste vinho.

Depois de provar estes vinhos e ouvir Jorge Lucki, saí com a sensação de ter participado de um ótimo evento! Pudemos perceber que o mundo do vinho é maior do que aquilo que a maioria das pessoas conhece.

Eu procuro sempre que possível, em minhas viagens, visitar vinícolas em regiões não tão conhecidas, para justamente ampliar os meus horizontes à respeito deste mundo vínico.

 

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