Diário da Região

29/11/2017 - 23h26min

FALOU DEMAIS

Padilha defende 'projeto único de poder para 2018'

Segundo ele, Temer está à procura de candidato para defender seu legado

Antonio Cruz/Agência Brasil Padilha, desmentido pelo presidente Temer sobre rompimento com PSDB
Padilha, desmentido pelo presidente Temer sobre rompimento com PSDB

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, defendeu nesta quarta-feira, 29, um "projeto único de poder" dos partidos aliados para a eleição presidencial de 2018 e antecipou a saída do PSDB da equipe ao afirmar que o partido não faz mais parte da base de apoio do governo. Padilha disse que o presidente Michel Temer não tem "pretensão" de disputar um segundo mandato e está à procura de um candidato para defender o seu legado.

Um dia depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin - pré-candidato do PSDB à Presidência -, pregar o desembarque dos tucanos, o ministro adotou tom mais contundente. "O PSDB não está mais na base de sustentação do governo", disse Padilha. "O partido tem os seus interesses políticos, que está procurando preservar. Nós vamos fazer de tudo para manter um caminhar conjunto, com um projeto único de poder para 2018. Mas o PSDB já disse que vai sair da base no dia 9", argumentou ele, em uma referência à data da convenção do partido.

Ao ser questionado se não haveria constrangimento com a presença de três ministros do PSDB na Esplanada, Padilha disse que Temer pode manter auxiliares tucanos em sua "cota pessoal". Mais tarde, à saída de um almoço da Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo, o presidente fez sinal de negativo quando repórteres lhe perguntaram se o PSDB estava fora do governo.

Alckmin deverá assumir o comando do PSDB na convenção marcada para 9 de dezembro, na tentativa de unificar o partido. Suas primeiras declarações, no entanto, causaram extremo desconforto no Planalto. O governador disse que, se dependesse dele, o partido nem teria entrado na equipe de Temer, como sempre afirmara.

Foi por esse motivo que Padilha decidiu também elevar o tom. "Governar é gerir sob tensão. A tensão é permanente", disse ele. O ministro, porém, combinou o jogo antes com Temer, que se reuniu ontem no fim do dia com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).A nova tática do governo em relação ao PSDB é conhecida como "morde e assopra", na qual o presidente aparece como o conciliador que articula uma "saída negociada" dos tucanos.

Até agora, apenas Bruno Araújo (PSDB) pediu demissão, entregando o comando do Ministério das Cidades, que passou para Alexandre Baldy, prestes a se filiar ao PP. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, permanecerá no cargo. O titular da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, tende a ser substituído pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), mas pode ser deslocado para outra função. Luislinda Valois (Direitos Humanos) deixará o Executivo.

O governo tenta formar uma frente de centro-direita, integrada por partidos como PMDB, DEM, PP, PR, PSD e PTB, não apenas para aprovar a reforma da Previdência, mas também para se contrapor às possíveis candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC). Questionado sobre a possibilidade de aliança entre o PMDB e o PSDB na eleição presidencial 2018, Padilha afirmou duas vezes que o partido de Alckmin não fazia mais parte da coalizão.

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