Diário da Região

30/11/2017 - 23h24min

Obras antienchente?

Chuva põe à prova obra de R$ 164 milhões

Principais avenidas de Rio Preto e terminal de ônibus voltam a alagar nesta quinta-feira durante chuva de menos de uma hora, apesar dos R$ 164 milhões gastos pela Prefeitura para acabar com inundações

Guilherme Baffi 30/11/2017 Homem atravessa pista de acesso de ônibus na Rodoviária de Rio Preto durante enchente de 30 de novembro
Homem atravessa pista de acesso de ônibus na Rodoviária de Rio Preto durante enchente de 30 de novembro

Mais uma vez, a eficácia das obras antienchente, que consumiram R$ 164 milhões do bolso do contribuinte, foi colocada à prova em Rio Preto. E o resultado foi desastroso. A forte chuva da tarde desta quinta-feira, 30, durou menos de uma hora, mas o suficiente para que o rio-pretense pudesse reviver situações que há algum tempo não presenciava: avenidas alagadas, trânsito caótico e o terminal rodoviário coberto pela água.

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que possui quatro estações de medição pluviométrica em Rio Preto, foram registrados 40 milímetros de chuva em menos de uma hora, o maior volume registrado nos últimos 12 meses.

Esse grande volume de água alagou as avenidas principais avenidas de Rio Preto, entre elas a Alberto Andaló, Murchid Homsi e Bady Bassitt, onde foram realizadas obras antienchente. A cheia também fez transbordar o vertedouro da Represa Municipal e alcançou a Praça Cívica e a avenida Philadelpho Gouvêa Netto, também contemplada pelas obras.

Alagamentos também foram registrados nas proximidades do estádio Teixeirão, conforme registro em vídeo divulgado nas redes sociais.

Os motoristas tiveram de desviar das principais avenidas, provocando congestionamento nas ruas paralelas. Na Bady, o trânsito chegou a ser interditado pelos bombeiros.

Passageiros do transporte público também foram prejudicados. Como o terminal central e rodoviária foram tomados pela água, boa parte deles não conseguiu chegar às plataformas de embarque, principalmente na área onde param os ônibus interurbanos.

A vendedora Nara Resende, que esperava voltar às 18h30 para Ipiguá, às 19h ainda aguardava o ônibus, mas na rua Pedro Amaral, em frente à rodoviária. "As plataformas estão alagadas, não tem como esperar lá", afirmou.

A aposentada Vânia Barbosa, que esteve em Rio Preto nesta quinta para ir ao médico, também teve dificuldades para pegar o ônibus de volta para Paulo de Faria, porque as plataformas de embarque estavam alagadas. "Não sei se pego um ônibus ou um barco", disse.

Segundo o coronel Carlos Lamin, diretor da Defesa Civil de Rio Preto, foram registradas pelo menos 10 quedas de árvores.

Explicação

O secretário de Obras, Sérgio Issas, afirmou que não tinha uma explicação para a ocorrências das enchentes. Ele afirmou que não poderia emitir uma opinião técnica quanto à eficácias das obras antienchente por questões "éticas", já que o projeto foi executado durante o governo anterior, do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB).

O Diário apurou que Issas pretende conversar com o engenheiro Pedro Zacarin, responsável pelo projeto, para questionar os motivos que levaram a inundação das avenidas, mesmo depois das intervenções, além da instalações de piscinões em pontos estratégicos da cidade.

Zacarin disse que serão necessários adaptações no sistema de captação de água. "Existe muita sujeira nas bocas de lobo e, assim, ele (sistema) fica ineficiente", afirmou o técnico. "Se não tivesse sido feito essa obra, imagine o nível que a água teria atingido". "Ela (chuva) gerou um pequeno transtorno localizado. As travessa das Andaló continuaram sendo utilizados pelos veículos", afirmou o engenheiro.

Moretti fala em 'análise técnica'

O secretário de Governo, Jair Moretti, afirmou nesta quinta-feira, 30, que a ocorrência de enchentes em Rio Preto indica que o problema não foi resolvido com as obras antienchente. "Esperava que o baita investimento que foi realizado fosse suficiente para resolver o problema", disse.

Moretti afirmou que as chuvas registradas ontem foram um "teste" para as intervenções realizadas nas principais avenidas da cidade durante a gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB). "Temos de fazer uma análise técnica do que ocorreu", disse.

Sem energia

A CPFL afirmou que 4 mil pessoas estavam sem energia elétrica em Rio Preto até as 22h. (RL)

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