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COM SABOR DE LASANHA

Morador de Guapiaçu conquista medalha de ouro no Mundial de Kung Fu

Ele esteve entre os 29 integrantes da Seleção Brasileira


    • São José do Rio Preto
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Para se realizar grandes sonhos, é necessário grandes esforços e sacrifícios. Aos 16 anos, Miguel de Oliveira Manacero sabe bem como foi duro realizar o sonho de representar o Brasil no 7º Campeonato Mundial de Kung Fu, em Emeishan, na China, no início deste mês. Ele esteve entre os 29 integrantes da Seleção Brasileira. E valeu a pena. Voltou de lá com uma medalha de ouro, na exibição com armas utilizando o pudao, e uma de bronze em mãos livres. "Foi muito bom, minha segunda vez no mundial (foi em 2014 e ficou em 4º lugar) e a primeira vez que trago medalhas", disse Manacero.

Não foi só aos treinamentos que o jovem competidor precisou de se dedicar. Para levantar R$ 12 mil e custear as passagens e estadia em solo chinês, teve de vender muita torta e lasanha, além de contar com a generosidade de amigos. "A parceria com a Sinhá Cuca foi fundamental. A gente foi vendendo e o lucro foi convertido para ajudar na viagem", disse Miguel, que junto da mãe Maria Cecília conseguiu vender cerca de 300 unidades entre tortas e lasanhas, o que representou a arrecadação de R$ 4 mil.

Amigos do condomínio onde mora, em Guapiaçu, ajudaram com doações por meio de um livro de ouro, além do patrocínio da empresa Nelore Da Arcanjo.

"Eles compraram muitas tortas. O pessoal da Igreja Católica também ajudou. Sempre íamos na missa para vender depois", lembra Miguel.

Filho de professores, Miguel está no Kung Fu desde 2011, quando os pais moraram por quase dois anos nos Estados Unidos. "Comecei porque meus primos treinavam, eu gostei, pedi para minha mãe e comecei também. Quando voltamos, comecei a treinar aqui", disse.

O ouro no Mundial com a Seleção Brasileira está sendo o ápice para o jovem competidor que sonha em ser fazer relações exteriores. No currículo ele já coleciona o bi-campeonato no Pan-Americano, que este ano foi na Costa Rica, tetracampeão brasileiro, além de títulos estaduais e uma prata e um bronze nos Jogos Abertos do Interior de 2014, quando a arte fez parte como modalidade extra. "É muito gratificante pelo esforço que fizemos para conseguir o dinheiro. Vale muito a pena continuar", disse Miguel.

Filiado à Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu, Miguel é aluno do Instituto André Bueno de Artes Marciais. Treina quase todos os dias, exceto na sexta-feira, reservada para estudar o mandarin (idioma chinês).

Entre os sonhos realizados na China, está o de um turista. Lá conheceu o Gran Buda de Leshan. "Consegui ir para o monumento do buda gigante. E também troquei de agasalhos com um integrante da seleção chinesa", finalizou.