Diário da Região

16/11/2017 - 23h39min

FIFAGATE

Burzaco diz que pagou propina para Marin

José Maria Marin tem reiterado ser inocente de todas as acusações

Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil Marin, ex-presidente da CBF, teria recebido R$ 8,8 milhões
Marin, ex-presidente da CBF, teria recebido R$ 8,8 milhões

O empresário argentino Alejandro Burzaco, ex-presidente da companhia Torneos y Competencias, disse em depoimento nesta quinta-feira que repassou US$ 2,7 milhões (R$ 8,8 milhões) em propinas ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e que repassaria mais US$ 6 milhões (R$ 19 milhões), mas o esquema de desvio de verbas foi descoberto.

Por meio de seus defensores, José Maria Marin tem reiterado ser inocente de todas as acusações. Alejandro Burzaco é uma das principais testemunhas de acusação no maior escândalo de corrupção da história da Fifa e presta depoimento no julgamento de Marin, na Corte do Distrito Leste de Nova York, nos EUA.

O empresário afirmou ainda que o ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolas Leoz, foi capaz de "confundir contas pessoais com recursos" da entidade. "Posso dizer que ele poderia ter roubado a Conmebol". Segundo ele, Leoz tinha conhecimento que "devido a um torneio de clubes da Fifa", aquela entidade repassaria US$ 5 milhões (R$ 16,3 milhões) para a Conmebol. Ele não informou a data do torneio. "Mas o dinheiro foi depositado na sua conta particular em uma agência do Banco do Brasil no Paraguai".

Alejandro Burzaco também relatou que ele "criou e controlou" algumas empresas de fachada para poder pagar propinas, sem detalhar para quem fazia tais pagamentos e quais eram os montantes. Ele admitiu que conhecia Julio Grondona, morto em 2014 e foi presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino). Segundo ele, Julio Grondona era conhecido como "papa" no meio esportivo. "Quando o papa Francisco foi escolhido, dizia-se que Grondona era o primeiro papa argentino", disse.

No tribunal, Alejandro Burzaco admitiu que "interagiu" com políticos argentinos a pedido de Júlio Grondona, especialmente para que eles "não prejudicassem" a realização de torneios de futebol pelo país. Ele também disse que ajudou o ex-executivo da Fox, Hernan Lopez, a ser recebido pela ex-presidente Cristina Kirchner. E apontou que Grondona poderia participar da reunião, mas não informou qual seria o assunto a ser tratado.

 

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