Diário da Região

23/11/2017 - 22h43min

MECHAS DE ALEGRIA

Projeto doa perucas a pacientes que perderam o cabelo na luta contra o câncer

Iniciativa da ONG Cabelegria que distribui perucas para pacientes com câncer nas cidades do Estado de São Paulo

Fotos: Elton Rodrigues 23/11/2017 Em tratamento contra o câncer, Cristiane Imbroisi, 44 anos, ganhou uma peruca nova do projeto Cabelegria
Em tratamento contra o câncer, Cristiane Imbroisi, 44 anos, ganhou uma peruca nova do projeto Cabelegria

A cabeleireira Natália Rodrigues, 26 anos, entrou no baú de um caminhão em frente ao Instituto do Câncer (ICA) de Rio Preto e saiu transformada. Ganhou mais autoestima. Os olhos verde ficaram mais brilhantes e foram realçados pelas novas madeixas castanhas. No interior do baú, Natália encontrou uma "carga" diferente, acompanhada de um mini-salão de beleza. No lugar de caixas, estavam perucas feitas com cabelos naturais, confeccionadas para doação.

Se trata do Banco de Perucas Móvel, uma iniciativa da ONG Cabelegria que distribui perucas para pacientes com câncer nas cidades do Estado de São Paulo. A Cabelegria esteve em Rio Preto nesta quinta-feira, dia 23, por meio do projeto "Somos um", iniciativa do HB Saúde.

Foram atendidos pacientes do Instituto do Câncer, unidade que trata de atualmente aproximadamente 1,7 mil pacientes em quimioterapia. Desse total, cerca de cem estão carecas. "Entrei e escolhi essa, de cabelo curto. Já deu certinho, me identifiquei e ficou muito bom para mim. Realçou meus olhos", disse Natália.

A peruca nova veio em momento adequado, já que desde março ela trata de um câncer de ovário. Em abril ela fez a primeira cirurgia para retirada de ovário e útero. O tumor era maligno, portanto a paciente precisou de quimioterapia. Trabalha diariamente em frente ao espelho, cuidando do cabelo de clientes, e se viu obrigada a fazer uma mudança radical no visual. Desde agosto está careca. "Preferi raspar do que ver o cabelo caindo. Na hora foi bem difícil e no começo também. Depois fui me acostumando", disse.

A cabeleireira até tentou usar uma peruca de cabelo sintético, mas não se adaptou. "Não ficava bom e esquentava. Essa aqui que ganhei agora é boa e natural. Eu era loira de cabelo enrolado e agora sou morena de cabelo curto, gostei do meu novo visual. Vou usar no casamento que serei madrinha", afirmou.

Quem também saiu de visual novo do salão móvel do Cabelegria foi a dona de casa Cristiane Imbroisi, 44 anos. Ela descobriu um câncer de ovário em abril, um mês após ter se casado, e precisou de cirurgia de emergência.

Após a cirurgia, ela começou a quimioterapia e os cabelos caíram. O marido dela, como apoio, também raspou a cabeça. Agora, ela tem cabelo novo e ele quer permanecer careca. "Sou muito vaidosa e esse cabelo novo parece com o que eu tinha. Tinha preconceito com peruca, mas essa é muito bonita. Vou usar sempre. Meu marido é que não quer mais deixar o cabelo crescer", disse.

Autoestima

"Quero essa vermelha. Espera aí, vou provar outra. E essa?". Logo que entrou no banco de cabelo móvel Claudete Garcia Leal, 43 anos, ficou empolgada para escolher seu novo cabelo. Ela faz tratamento paliativo por conta de um câncer raro - seus cabelos já caíram três vezes. Ela confessa que queria um cabelo vermelho, porém achou que não combinou. Até provou uma peruca colorida, mas ficou mesmo com uma de cabelo curto, na cor castanho escuro. "Você sempre vai me ver sorrindo, com ou sem cabelo. Mas, fiquei muito mais bonita com esse cabelo, né?", disse.

Esse resgate ou manutenção da autoestima das mulheres que fazem tratamento do câncer é um dos motivos que levou à crianção da ONG Cabelegria. "Eu e uma amiga queríamos doar cabelo e vimos que os hospitais não têm quem faça as perucas, então resolvemos fazer todo o processo. Atualmente confeccionamos cerca de 300 perucas por mês e entregamos em São Paulo e outras cidades do estado", disse Mariana Robrahn, uma das fundadoras da Cabelegria.

Em Rio Preto, além de realizar as doações de perucas, a ONG recebeu cerca de 300 doações arrecadas pelo projeto "Somos um", iniciado pelo HB Saúde e com parceria de seis empresas.

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