Enxaqueca atinge cerca de 2% da população mundialÍcone de fechar Fechar

Saiba Tudo

Enxaqueca atinge cerca de 2% da população mundial

Dor pode deixar o indivíduo incapaz de desenvolver suas atividades


    • São José do Rio Preto
    • máx min

A enxaqueca atinge cerca de 2% da população mundial e pode deixar o indivíduo incapaz de desenvolver suas atividades. Saiba mais sobre essa dor

O que é Enxaqueca?

Enxaqueca é uma forma de cefaleia primária, ou seja, dor de cabeça em que a dor é a doença e não há outras condições associadas (hipertensão e tumores, por exemplo) e que justifiquem o desconforto

Existem pelo menos 150 tipos de dor de cabeça

A doença pode interferir na vida profissional e familiar do paciente

Aproximadamente 2% da população global sofrem de enxaqueca crônica - cerca de 9 mil rio-pretenses

O diagnóstico é feito com o exame do médico com base em características da dor e não depende de outros testes

A dor da enxaqueca é unilateral, ou seja, de um lado só da cabeça, tem caráter pulsátil (latejante) e está associada a náuseas, vômitos, intolerância à luz e ao barulho. Dá para ser identificada também pela recorrência das crises

É a segunda forma de dor de cabeça mais comum, aparecendo menos apenas que a cefaleia tensional, ligada a eventos estressantes

A enxaqueca tem relação com a genética. Alguns fatores podem aumentar as dores: hábitos de vida e alimentação, o período menstrual, dormir pouco e consumir alguns tipos de alimentos como embutidos, chocolate, vinho, queijos e molho de soja. Praticar pouca atividade física e viver sob altos níveis de estresse também podem aumentar a frequência e a intensidade das crises

A dor de cabeça "comum" muitas vezes preenche critérios para a cefaleia tensional: pouco intensa, afeta toda a cabeça e pode ser comparada à sensação de pressão, não latejando. As características dessa dor é o diferencial, pois os fatores desencadeantes são bastante parecidos

As dores de cabeça comum podem ser tratadas com analgésicos comuns ou reduzindo os fatores que desencadeiam as crises com mudanças nos hábitos de vida

Evite se automedicar, pois isso pode se tornar perigoso quando as crises são muito frequentes. Uso excessivo de paracetamol pode levar à inflamação do fígado e de dipirona pode provocar alterações na medula óssea. Tomar muito anti-inflamatório pode fazer aparecer úlceras no estômago e prejudicar a capacidade de filtração dos rins. O uso de opioides também tem causado preocupação

Além do tratamento dos fatores que fazem a enxaqueca surgir com mais frequência, a doença pode ser tratada de maneira sintomática ou profilática

O tratamento sintomático é feito com analgésicos, anti-inflamatórios, triptanos e antieméticos (esses ajudam a reduzir enjoo, náuseas e vômitos)

O profilático - de prevenção - é indicado quando ocorrem quatro ou mais crises por mês e tem como objetivo reduzir a frequência e a intensidade das crises. Pode ser feito com antidepressivos, anticonvulsivantes e até com toxina botulínica, que se tornou uma opção efetiva, com menos efeitos adversos