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Diário da Região

23/11/2017 - 21h52min / Atualizado 24/11/2017 - 08h35min

MÁFIA DAS PRÓTESES

Investigação de fraude passa por Rio Preto

Empresa da cidade é investigada em esquema que fraudava licitações no Tocantins

Divulgação/Polícia Federal Ao lado, policiais federais cumprem mandado de prisão temporária, no Tocantins; acima, empresa de Rio Preto que é investigada
Ao lado, policiais federais cumprem mandado de prisão temporária, no Tocantins; acima, empresa de Rio Preto que é investigada

Uma empresa de órteses e próteses de Rio Preto é investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema milionário de fraudes em licitações no estado do Tocantins.

A chamada "Operação Marcapasso" apura um esquema de corrupção destinado a fraudar licitações, tendo como objetivo a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órtese, próteses e materiais especiais) de alto valor e grande custo para o sistema de saúde. A Justiça Federal determinou bloqueio de R$ 7,2 milhões em bens dos médicos do Tocantins que lideravam o golpe.

Em Rio Preto, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da M.R. Biomédica Rio Preto Ltda., na avenida Murchid Homsi, e na residência de uma das sócias, no condomínio de luxo Gaivota, no dia 7. A empresa rio-pretense seria uma das que venderam material para os locais investigados. Ela foi constituída em 1994 e atua como comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios. No registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo, constam cinco sócios. Além da sócia de Rio Preto, foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa de outro sócio, que reside em Goiânia (GO).

O objetivo foi reunir materiais para investigar se houve participação da empresa no esquema.

Em toda o operação cerca de 330 policiais federais cumpriram 137 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas, sendo 12 mandados de prisão temporária, 41 de condução coercitiva contra empresários e 84 de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal.

Investigação

De acordo com a PF, a investigação teve início quando os sócios de uma empresa de produtos médicos e hospitalares foram presos em flagrante por terem fornecido à Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais com prazos de validade de esterilização vencidos.

"Veio à tona um vasto esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no estado do Tocantins. O esquema engendrado possibilitava o fornecimento de vantagens ilícitas a empresas, médicos e empresários do ramo, bem como a funcionários públicos da área da saúde", informou a PF.

O esquema seria chefiado por dois médicos - Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez Esteva -, que estão presos. A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 7,2 milhões em bens dos suspeitos. Os investigados poderão responder por corrupção passiva e ativa, fraude a licitação e associação criminosa.

Outro lado

"A M.R. Biomédica trabalha absolutamente dentro das normas. A investigação não é uma coisa que temos a temer", disse a advogada da empresa, Marina Coelho Araújo.

De acordo com ela, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços da empresa e sócios porque a empresa fornece materiais para hospitais do Tocantins. "São hospitais particulares, não possuem contrato com órgãos públicos."

Máfia das Próteses

  • O esquema seria chefiado por dois médicos - Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez Esteva, que estão presos
  • O grupo, por meio de corrupção, fraudava licitações no estado do Tocantins para favorecer as empresas beneficiadas com o esquema
  • As licitações eram para compra de equipamentos chamados OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais) de alto valor agregado e grande custo para o sistema de saúde
  • A M.R. Biomédica, de Rio Preto, atua com comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios e é investigada por suposta participação no esquema na condição de fornecedora de material
  • Foram cumpridos 137 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas (TO), sendo 12 mandados de prisão temporária, 41 mandados de condução coercitiva contra empresários e 84 mandados de busca e apreensão (dois deles contra sócios da empresa de Rio Preto), em nove estados (Tocantins, São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Distrito Federal

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