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Entenda a Leucemia


    • São José do Rio Preto
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O que é?

É um câncer sanguíneo que causa grande acúmulo de glóbulos brancos imaturos na medula óssea, células responsáveis pela formação do sistema imunológico. Estes glóbulos doentes passam a se multiplicar e tomam o lugar dos glóbulos vermelhos e das plaquetas

Quais os sintomas?

  • Anemia
  • Infecções
  • Febre
  • Sangramento
  • Dores nos ossos e articulações

Como é feito o diagnóstico?

Com exame de hemograna (no sangue) ou mielograma (na medula óssea)

Tem tratamento?

Sim, com quimioterapia e remédio ou transplante de medula

Tipos

Linfoide aguda

Incidência em crianças de 3 a 12 anos. Tem 85% a 90% de chance de cura 

Mieloide aguda

Incidência em adulto jovem, de 20 a 35 anos. Chance de cura de 40% a 50%

Mieloide crônica

Adulto, em adulto de 30 a 45 anos. Não tem cura, mas é controlada para o resto da vida por meio de medicamentos 

Linfoide crônica

Pessoas acima de 60 anos. Não tem cura, mas é controlada por meio de medicamentos

Saiba mais sobre o transplante de medula

Medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, conhecido popularmente por 'tutano'. Nela são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Não tem nada a ver com a medula espinhal, que é responsável por transmitir os impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo

Quem pode doar e como fazer

Para doar medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos e boas condições de saúde 

Basta ir a um hemocentro onde será retirado cerca de 5 ml de sangue para realização dos testes de compatibilidade genética. Também é feito cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome)

Se o doador for compatível com um paciente que precisa do transplante, ele será chamado a fazer exames complementares que vão confirmar a compatibilidade e a ausência de doenças que impeçam a doação

Caso ocorra compatibilidade, o doador é chamado e o procedimento pode ser de duas formas:

I - A primeira é uma pequena cirurgia na qual recebe sedação. São feitas de quatro a oito punções nos ossos da bacia para aspirar parte da medula do doador, retirando, em média, 15 ml do volume da medula por quilo do peso do doador - o que não compromete sua saúde. A medula do doador se recompõem em apenas 15 dias. O doador permanece internado no centro de coleta por um dia e pode retomar a atividades habituais depois de uma semana

II - O outro método de doação é chamado coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia O transplante para o receptor é semelhante a uma transfusão de sangue, feita com um cateter, na veia Fontes - Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea e hematologista João Victor Piccolo Feliciano