Diário da Região

25/10/2017 - 22h44min

Editorial

Arprom 50 anos

Não é por acaso que 80% dos guardinhas são efetivados após a aprendizagem

Uma das instituições que mais orgulham Rio Preto completa nesta semana meio século de atuação com muitas conquistas para celebrar. Fundada em 24 de outubro de 1967, a Associação Riopretense de Promoção do Menor (Arprom) se especializou em transformar meninos em homens, em cidadãos de bem, oferecendo ensinamento para a vida e abrindo as portas do mercado de trabalho. Ao longo dessas cinco décadas, passaram pela entidade nada menos que 18 mil adolescentes, que seguiram carreira em diferentes ramos de atividade, parte deles hoje ocupando postos de grande relevância na cidade e fora de Rio Preto.

A importância da instituição é atestada, por exemplo, no testemunho de uma de suas mais ilustres revelações, o promotor de Justiça Claudio Santos de Moraes. Em reportagem publicada pelo Diário na edição de ontem, ele bem lembrou que o fato de uma entidade durar 50 anos é praticamente autoexplicativo. “Sua durabilidade demonstra sua importância”, disse, acrescentando: “Contribuiu muito na minha juventude, na minha adolescência. Lá aprendi coisas boas, a conhecer a cidade, a desenvolver trabalhos”.

Atualmente são atendidos 400 menores, todos na faixa dos 14 anos completos. Recebem a atenção de 21 profissionais – educadores sociais, pedagoga, psicólogo, entre outros, participam de cursos direcionados à vocação identificada no dia a dia e recebem reforço escolar em aulas de português, matemática e inglês. Esse primeiro ciclo costuma durar três meses. Depois, são encaminhados para empresas, de acordo com a demanda, mediante contrato entre a Arprom e a contratante, que pode durar dois anos, período em que atuam na condição de menores aprendizes.

A receptividade é, via de regra, positiva quando se fala nas empresas em requisitar o chamado “guardinha da Arprom”, obviamente respeitando regras do menor aprendiz e sob a devida atenção e necessária vigilância do Ministério Público do Trabalho. Certamente não é por acaso que 80% dos jovens encaminhados aos requisitantes são incorporados definitivamente ao quadro de funcionários após o período de aprendizagem. Esse índice de aproveitamento ocorre devido a um conjunto de fatores, que vão do preparo prévio na entidade à desenvoltura do candidato, passando pelas condições oferecidas dentro da empresa.

Ajustes podem e devem ser feitos, em processos naturais de melhoramento contínuo. Foi o que ocorreu recentemente em relação à necessidade de dedicar 25% da jornada à participação a cursos profissionalizantes, situação que está regularizada, segundo o Ministério Público. Ao se mostrar aberta a essa adequação, a Arprom reforça sua credibilidade e justifica a parceria mantida com a Prefeitura. Deixa, por tabela, escancarada uma janela de oportunidades para uma participação mais efetiva de entidades empresariais nesse projeto, que pode ser a porta do futuro para muito mais adolescentes.

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