Diário da Região

30/10/2017 - 22h33min

Cartas do Leitor

Lutero

Hoje, 31 de Outubro, há exatos 500 anos, o Padre agostiniano alemão Martinho Lutero, viu que ao redor da Basílica de São Pedro em Roma, havia muita prostituição, corrupção, miséria e promiscuidade. Num ambiente que deveria ser reverente e santo, pois ali residia o infalível Papa, ponderou que a igreja não tinha mais nenhum poder transformador do Evangelho de Cristo sobre a vida das pessoas.

Estarrecido, ali também presenciou a pregação mentirosa e infame onde o Clero vendia o perdão dos pecados com o simples ato de “pagar” por uma indulgência ou Bula Papal, mesmo que alguém violasse a Virgindade de Maria a Mãe de Deus. O tilintar das moedas nos cofres da igreja livrará do inferno a alma do seu parente falecido mais vil.

Indignado por tamanha transgressão do Clero contra o povo e contra Deus, Martinho Lutero se volta unicamente para Cristo Jesus e Sua Santa Palavra, a Bíblia Sagrada, e descobre que a salvação da alma e o perdão dos pecados não são por obras ou por pagamento, mas pura e simplesmente pela fé em Deus, aos Romanos 1:17 e 10:9.

Antes e depois de Lutero esses são alguns dos pais da conhecida Reforma Jon Huss, Wycliff, Savanarola, Zwinglio, Farel, João Calvino, John Knox, protestantes contra uma igreja falida, corrupta e idólatra.

Afonso Martins, Rio Preto.

Voto consciente

Se as urnas são as nossas únicas armas, então temos que saber como melhor usá-las. Nosso sistema, em redemocratização, requer que entendamos que democracia é um governo do povo, portanto, para ele mesmo, e que precisamos eleger partidos que nos representarão através dos seus eleitos, cada um com sua filosofia para opção de escolha dos eleitores, os quais deverão respeitar a vontade da maioria. Simples assim.

É claro que é um problema a ser resolvido ao longo do tempo, não é uma coisa imediata mas, todos os países que vivem uma democracia plena passaram por isso. Os mais acomodados, imediatistas, preferem um regime de força achando que assim o problema se resolve como se fosse mágica, mas, não é bem assim.

Ninguém resolve problemas para os outros sem um preço, e “salvadores da pátria” não existem. Millôr Fernandes tem uma frase que é a minha preferida: “País que precisa de um salvador, não merece ser salvo”.

Temos, sim, é que cuidar do que é nosso, e cobrar de políticos individualmente é impossível como por exemplo cobramos erradamente somente dos chefes do Executivo. Temos que mudar esse pensamento. Tiraram a Dilma e não tiraram o Temer. Quem manda mais, o Congresso ou o presidente?

Então temos que focar no Legislativo, o poder dos poderes, (nossos reais representantes e, em quem votamos displicentemente). E através dos seus partidos, cobrar respeito e responsabilidade. Como? Não votando mais em candidatos daquele partido, caso não cumpra com sua filosofia e promessas de campanha nas eleições seguintes, e assim sucessivamente, até obrigá-los a cumprir com a função para o que foram eleitos.

Cesar Maluf, Rio Preto.

Zona Oeste

Em 28/10, um leitor de nome Audinei Lopes teve sua carta sua publicada neste jornal comentando a falta da zona oeste em Rio Preto. De fato, ele tem razão. A cidade não tem mesmo zona oeste. Afinal, em lugar algum a zona oeste é citada.

É como uma língua morta, que ninguém mais fala e, no caso, ninguém se dá conta da existência da zona oeste em Rio Preto. Semelhante ao Rio de Janeiro, que por lá não tem zona leste por motivos naturais e óbvios, Rio Preto, por outro lado, não tem zona oeste por pura ignorância.

As autoridades nada fazem. Nem mesmo a mídia cita a existência da zona oeste nesta cidade. A zona oeste em Rio Preto é um ponto cardeal inexistente e isso mostra toda a ignorância de um povo. Lastimável, porém, verdadeiro.

Wanderson Clayson Coldri Sá, Rio Preto.

Critérios de vida

Convivemos com tantas ameaças à dignidade da vida humana, e totalmente sem critérios. Não só as pessoas são atingidas, mas também as instituições, as organizações, como é o caso da família. Querem, a todo custo, defender uma liberdade individualista, rechaçando todo tipo de critério de defesa da coletividade, impondo modos subjetivos ameaçadores da ética e da moral.

Ao fazer referência a critérios positivos, necessários para uma vida realmente feliz, falamos de inúmeros valores totalmente desmoronados nos últimos tempos. Parece existir uma verdadeira hostilidade aos valores proclamados por Jesus Cristo, porque eles são exigentes e vão à contramão da nova mentalidade. Viver as bem-aventuranças é ter coragem de enfrentar os sacrifícios e renúncias para solidificar uma prática própria do reino de Deus. Isso exige dos cristãos uma força de perseverança para atingir objetivos de vida em Deus.

As agressões à cultura se multiplicam a todo instante e com uma abrangência muito grande. Tudo pressiona mudança na história, provoca insegurança e uma crise preocupante. São mudanças que criam superficialidade nos relacionamentos e incapacidade para superar os impasses da modernidade. Causam o perigo da perda de esperança, deixando um vazio quanto às expectativas do futuro.

A realidade política do Brasil também é preocupante. Reina um corporativismo sem precedentes entre os políticos. Eles passam por cima de valores essenciais para a vida do país. Não é por acaso que a sociedade está indignada com seus dirigentes, porque agem mais preocupados com a própria estabilidade do que com o povo. Colocam em prática o adágio: “O povo é um detalhe”.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

Hábito

Nas seções de opinião dos leitores dos jornais, Temer está sendo criticado pelas negociatas com deputados para se livrar da segunda denúncia. É a continuação do mensalão, do Lula, que virou hábito entre os políticos. Quem dá mais?

Mário A. Dente, São Paulo

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