Diário da Região

05/10/2017 - 21h36min

NO DIVÃ

Podemos nos obrigar a deixar de amar alguém

Não podemos obrigar ninguém a nos amar, mas podemos nos obrigar a deixar de amar alguém.

Muitas pessoas percebem que estão atadas a um compromisso com alguém mesmo quando a relação já não representa aprendizagem e companheirismo. O jiló cozido da amargura e do desânimo que demonstram a falta de gosto e de vontade. Os meses arrastados se transformam em anos e não é possível desamarrar-se sem dar um passo para trás, vencer o medo de uma angústia maior, para poder ganhar lá na frente.

Não há razão nas coisas do coração. Paixão não conhece compromisso ou regras, mas relacionamento sim. Relacionamento exige que a razão se faça presente. Não se sobreponha, mas se imponha. Respeito e consideração recíprocos, pois não há relacionamento que dure sendo passional demais. Coração e cérebro juntos na empreitada. É assim que tem de ser.

Gostar de quem nos faz companhia e sentir-se bem tratado não são negociáveis, por que não são supérfluos, fazem parte de nossa saúde emocional. A decisão de tirar alguém de nossas vidas talvez seja uma das atitudes mais difíceis de serem tomadas, mas é só assim que se respira.

Nos acostumamos a quem estamos junto, mesmo que nos faça tanto mal. O sentimento de rejeição não nos permite raciocinar direito, trazendo uma carga afetiva que embaralha nosso discernimento. Por isso vamos arrastando o relacionamento, mesmo que pese demais, deixando para depois o que pede o agora, juntos de pessoas que nem caminham mais ao lado. Por isso é que sofremos tanto por quem não merece, choramos tanto pelo que não tem mais volta, lamentamos tanto o que não nos faria falta, simplesmente porque ficamos olhando o que está longe, sem prestar atenção no que mais importa, que é a presença desse sentimento de não pertencermos a coisa alguma, de não termos valor.

Vivemos no modo sobrevivência, sem dar o salto que traria (com algum sacrifício e dor) qualidade ao que mantemos junto, dia após dia. Manter o que nos invisibiliza, o que emperra, o que não nos tranquiliza, faz muito mal. Busquemos a força emocional e ajuda para desatarmos esses nós que nos fragilizam. A psicologia contemporânea entende que: “Não conseguiremos obrigar ninguém a nos amar, mas poderemos nos obrigar a deixar de amar alguém, para que não tenhamos que deixar de amar a nós mesmos.”

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