Diário da Região

30/10/2017 - 22h22min

EVOLUÇÃO DOS PREÇOS

Inflação do aluguel acumula queda de 1,41% em 12 meses

IGP-M em outubro registrou variação de 0,20%, menos da metade de setembro

Guilherme Baffi Na hora de alugar um imóvel é preciso tomar cuidados com algumas questões que envolvem direitos, deveres e burocracia
Na hora de alugar um imóvel é preciso tomar cuidados com algumas questões que envolvem direitos, deveres e burocracia

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou outubro com variação de 0,20%, resultado abaixo do registrado em setembro último (0,47%) . No mesmo mês de 2016, o índice tinha alcançado 0,16%. No acumulado desde janeiro, houve queda de 1,91% e nos últimos 12 meses, o índice caiu 1,41%. Este último é que serve de base de cálculo para a renovação dos contratos de aluguel.

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), com dados coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do atual. A pesquisa mostra que o recuo foi influenciado pela desaceleração no setor atacadista.

A diminuição do índice de reajuste do aluguel acontece pelo quinto mês consecutivo, e o mercado vem se adaptando a essa situação inusitada de correção negativa. Não chega a ser uma queda expressiva: um aluguel de R$ 2 mil, por exemplo, cairia para R$ 1.971,80 - uma diferença de R$ 28,20.

Como não existe uma legislação que trate claramente de reajuste negativo no valor de locações, o mais indicado é uma avaliação da situação. O proprietário que quer manter o inquilino pode concordar na redução do aluguel; já o inquilino que pretende permanecer no imóvel pode aceitar manter o mesmo valor.

Nem todos os contratos são atualizados pelo IGPM, a lei permite que sejam escolhidos outros indexadores. A legislação, no entanto, proíbe que o contrato seja reajustado pela variação de moeda estrangeira, como o dólar, ou ao aumento do salário mínimo.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de uma alta de 0,74% para 0,16%. De janeiro a outubro, o IPA teve queda de 4,37% e em 12 meses, recuo de 3,86%. Entre os grupos que mais contribuíram para a redução estão os produtos agropecuários, com queda acumulada em 12 meses de 16,68%.

Em outubro, o grupo matérias-primas brutas foi negativo em 1,05% ante uma alta de 1,81%, no mês anterior. Tiveram destaque as commodities (produtos primários com cotação no mercado internacional) minério de ferro (de 7,88% para -8,28%), bovinos (de 8,89% para 0,76%) e mandioca (de 1,97% para -0,53%).

Já os dois componentes restantes do IGP-M indicaram recomposição de preços. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de um recuo de -0,09% para uma alta de 0,28% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação de 0,19%, ante 0,14% no mês anterior.

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