Diário da Região

05/10/2017 - 17h15min

Agentes da transformação

A Menina Índigo estreia em 12 de outubro nos cinemas

Você já ouviu falar das crianças índigos, também chamadas de crianças azuis? Elas são pioneiras, intuitivas, espiritualizadas, questionadoras, agitadas, inteligentes, sensíveis, ativas e comunicativas.

Divulgação Murilo Rosa, Fernanda Machado e Letícia Braga estrelam o longa
Murilo Rosa, Fernanda Machado e Letícia Braga estrelam o longa

Você já ouviu falar das crianças índigos, também chamadas de crianças azuis? Elas são pioneiras, intuitivas, espiritualizadas, questionadoras, agitadas, inteligentes, sensíveis, ativas e comunicativas. Parapsicólogos e esotéricos definem as crianças como meninos e meninas especiais, que estão aqui para estimular uma transformação social e uma evolução espiritual no planeta. Cada vez mais numerosas, elas precisam ser educadas e compreendidas, segundo especialistas, para ter um desenvolvimento adequado e feliz.

Criados na era digital, democrática e do rompimento da família clássica, as crianças índigo já foram acusadas de serem sem educação e até egoístas. Por outro lado, ao estudar o comportamento, especialistas afirmam que elas não são perfeitas, como qualquer outro grupo, mas não são revoltadas e ainda têm valores éticos muito desenvolvidos, optam pelo aprendizado criativo, têm uma sensibilidade muito forte quanto o assunto são as relações humanas e lidam muito mal com briga e arrogância.

O padrão de comportamento até hoje é pouco documentado e não é reconhecido pela psicologia tradicional. Wagner de Assis, o mesmo diretor do longa Nosso Lar, decidiu, no entanto, jogar holofote sobre o assunto e lança no próximo dia 12, Dia das Crianças, o filme A Menina Índigo, que não é defesa sobre o assunto ou um documentário, mas conta a história de Sofia, uma menina de sete anos que apresenta comportamento considerado fora do padrão, na escola e em sua relação com os adultos. Além de ter hábitos ousados, ela faz questionamentos sobre a normalidade e também exibe um olhar espiritualizado para todas as coisas.

Com Letícia Braga, Murilo Rosa e Fernanda Machado no elenco, o filme conta a história da garotinha que provoca um choque nas relações familiares ao obrigar todos ao seu redor a repensarem suas vidas. Sua mãe, a executiva Luciana, acredita que ela tem algo especial que a faz curar as pessoas. No entanto, o pai Ricardo, um competente jornalista, é mais racional. Ela, por outro lado, quer curá-lo para voltar a amar a mãe. Na escola, a menina se recusa a pintar dentro da tela em branco e, depois de uma crise, decide não ir mais às aulas porque já sabe toda a matéria. Questionadora, ela não aceita um não sem argumentos verdadeiros como resposta.

Neste cenário, Wagner de Assis afirma que o filme nasce de um interesse de falar dos novos tempos e contar a história de uma integrante desta nova geração. “Não queremos fazer uma análise de cenário ou defender uma tese mas sim, a partir de alguma coisa nova, algo que nos impulsione, recarregar nossa porção de esperança num presente e futuro melhores.” Assis afirma que decidiu lançar um filme sobre o tema por diferentes motivos. Foi inspirado pelo filme espírita Nosso Lar, por uma conversa com a escritora de novela Elizabeth Jhin, pelos ensinamentos do médium Divaldo Pereira, por descobrir o aumento do consumo de remédios para crianças tratar distúrbios comportamentais e perceber uma crise dentro das escolas, com alto número de evasão e crianças desinteressadas.

O filme, segundo o cineasta, é baseado em uma história original. “No entanto, sei que é inspirada em muitas histórias reais de crianças que estudam em escolas com ensino inadequado, que tomam medicações indevidas e não tem comunicação com os pais dentro de casa”. Pai de crianças com 9 e 4 anos, Assis afirma que o filme é indicado para pais e mães. “O longa reflete sobre como estamos cuidando das nossas crianças. Precisamos rever a educação base das escolas, diante desta crise moral e ética no país. Além disso, é preciso avaliar processos educacionais das famílias. É preciso apresentar uma nova forma de fazer as coisas e fazer bem.”

Elas querem um mundo mais fraterno

Os escritores Lee Carroll e Jan Tober, no livro Crianças Índigo - Crianças Muito Especiais Estão Chegando, lançado pela Butterfly Editora, explicam que as crianças índigo tem ligação forte com a espiritualidade e querem construir um mundo novo. Questionadoras, elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos e os enfrentam de igual para igual, sem temer rejeições. Inovadoras, elas ainda fazem conexões rápidas entre diversas áreas, têm grandes ideias e gostam de saber o porquê das coisas.

No Brasil, é comum associar o conceito índigo ao espiritismo. O médium Divaldo Franco afirma que as crianças índigos possuem espiritualidade muito fortes. No livro A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal, lançado pela editora Leal, ele afirma que as crianças índigos integram uma geração espiritual e especial e serão responsáveis pela grande transição de um mundo de guerras e sofrimentos para um novo, mais fraterno e pacífico.

A psicóloga Silmara Brizoti afirma que, apesar da ciência não ter comprovado cientificamente o conceito, é preciso trabalhar as características destas crianças, como qualquer outras, no consultório, caso haja necessidade. “Pais que estão confusos sobre os comportamento devem buscar orientação, principalmente porque é muito comum confundir a personalidade da criança vista como índigo com o de uma portadora de transtorno de déficit de atenção. No entanto, é preciso estudar muito ainda a classificação de comportamento.”

O psiquiatra Ururahy Botosi Barroso afirma também que o termo índigo ainda precisa ser mais estudado. “O que sabemos é que são crianças mais desenvolvidas, que também é uma característica das crianças da nova geração. Elas mais estimuladas e têm mais facilidade para aprender e com mais desejo para mudar o mundo. A bagagem intelectual delas é acima da média.”

Entenda melhor

Nos anos 80, a psicóloga americana chamada Nancy AnnTaylor começou a estudar o comportamento de crianças que apresentavam coloração azul em suas auras e os mesmos problemas de relacionamentos com o mundo, questões em relação ao conceito de normalidade, conflitos com pais autoritários e insensíveis, e, também, a mesma forma de lidar com o conhecimento que vinha da escola.

Eram hiperativos para determinadas coisas, tinham déficits para outras. Superdotados ou não, precisavam de atenção individualizada para serem criados. Começou-se, assim, a desenhar um perfil de uma nova geração quando as pesquisa reverberaram em outros países.

Descobriu-se que crianças com essas capacidades tão questionadoras e transformadoras ao mesmo tempo, com forças e princípios tão corretos, éticos e morais genuinamente, passaram a ser partes integrantes de várias sociedades, com grande carga de humanidade, sensibilidade, senso de justiça e ética que independem do mundo que vêem ao seu redor.

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