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Editorial


Você contrataria?
Sexta, 22/09/17, às 22:22, por
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O eleitor que, ao decidir o voto, define como critério que seu candidato, uma vez eleito, deve agir com a máxima responsabilidade na gestão da máquina pública, já pode acender o sinal de alerta com o ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB). O depoimento de Valdomiro à CPI na última quarta-feira é, por si só, comprometedor para o seu currículo, independentemente das conclusões da Comissão Parlamentar que Inquérito (CPI) em curso na Câmara de Rio Preto, que investiga graves suspeitas de irregularidades nos contratos de lixo entre a Prefeitura e a Constroeste durante os oito anos em que ele governou a cidade.

Imagine-se na condição de proprietário de uma corporação com orçamento bilionário - como é o caso da Prefeitura rio-pretense -, que decide abrir auditoria de contratos que consumiram R$ 262 milhões nos últimos oito anos - exatamente os valores pagos pelo município à Constroeste entre 2009 e 2016. Já quase no final da análise, cujas etapas anteriores foram fartamente divulgadas, é hora de ouvir o principal executivo que você escolheu para tocar a empresa.

Antes de aparecer para depor no dia aprazado pelos auditores, o sujeito pede mais tempo, bem como acesso a tudo que foi apurado. Uma e outra coisa lhe são concedidas.

Uma semana depois, finalmente ele aparece para os esclarecimentos esperados. Mas, em vez de explicações detalhadas e fundamentadas, alega desconhecimento de tudo que lhe é perguntado pelos auditores. Em vez de assumir responsabilidades, prefere transferi-las para subordinados, chegando ao desplante de dizer que como “chairman” não lhe cabia “descer de nível” para saber questões pontuais de contratos. Embora, ressalte-se, não fosse qualquer contrato, mas um dos principais e mais caros da empresa. Some-se ainda um detalhe ao episódio. O executivo em questão gozava, na prática, de reputação oposta à que quis fazer acreditar aos auditores. Na dia a dia da corporação, tinha fama justamente de ser centralizador.

Em linhas gerais foi exatamente esse o script das mais de três horas em que o ex-prefeito Valdomiro Lopes esteve sentado diante dos vereadores que fazem parte de CPI do Lixo.

Desnecessário concluir pelo desapontamento do “dono” dessa corporação chamada Prefeitura com tal executivo. Dispensável apontar também a dificuldade que o referido profissional teria para se recolocar no mercado. Afinal que grande empresário se arriscaria a entregar o destino de seus negócios para um executivo assim?

Mas erros acontecem. O importante é tentar não repeti-los. Uma receita, que, muito embora não seja totalmente infalível, ajuda bastante na hora de contratar um funcionário (ou eleger um prefeito!) é prestar bastante atenção no passado do candidato, buscando informações sobre onde ele já trabalhou, com mais de uma fonte, de preferência, e cruzá-las com os dados do currículo que ele apresenta. Se não bater, passe para outro. Infelizmente, o eleitor, de maneira geral, não tem tido essa preocupação ao eleger seus políticos - que, a rigor, são seus empregados. O País, o Estado e Rio Preto, como se vê, paga caro por isso. Os prejuízos são enormes. Mas sempre é tempo para mudar.

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