Diário da Região

19/09/2017 - 23h25min

CPI DO LIXO

Até Constroeste admite fiscalização frágil

O diretor da Constroeste Denner Fernandes Beato afirmou nesta terça-feira, 19, em depoimento na CPI do Lixo que a empresa cumpriu todas as exigências previstas nos contratos de coleta de lixo durante a gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes (2009/2016), alvo da investigação

Mara Sousa Denner Fernandes, da Constroeste, fala aos vereadores Marco Rillo e Pedro Roberto (de costas)
Denner Fernandes, da Constroeste, fala aos vereadores Marco Rillo e Pedro Roberto (de costas)

O diretor da Constroeste Denner Fernandes Beato afirmou nesta terça-feira, 19, em depoimento na CPI do Lixo que a empresa cumpriu todas as exigências previstas nos contratos de coleta de lixo durante a gestão do ex-prefeito Valdomiro Lopes (2009/2016), alvo da investigação. Ele reconheceu, no entanto, que a fiscalização do serviço prestado é “muito difícil” de fazer.

A fiscalização do contrato de lixo doméstico, por exemplo, era feito pela Prefeitura com apenas um veículo - cedido pela própria Constroste. Denner admitiu que a fiscalização em Rio Preto tem “limitações”. “A fiscalização sempre existiu e existe. Agora, comparando Rio Preto com outras cidades provavelmente tem limitações de recursos, de gente, de veículos, que precisa ser melhorado”, disse.

Denner foi ouvido por mais de quatro horas pelos vereadores Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (PRP), respectivamente presidente e relator da CPI. Entre 2009 e 2016, a Secretaria de Meio Ambiente pagou cerca de R$ 262 milhões à Constroeste, segundo dados do Portal da Transparência da Prefeitura. Estão em apuração dois contratos de coleta de lixo doméstico, dois de faxina urbana e um de resíduos da saúde.

Por repetidas vezes, o diretor da empresa afirmou que tudo que estava previsto nos contratos foi “cumprido e realizado”. Também disse que a fiscalização “existia e existe”, apesar da dificuldade em realizá-la. Denner afirmou que a empresa fez a limpeza de bocas de lobo, serviço questionado pela CPI, que ainda não recebeu provas documentais de que, de fato, foi realizado. “Temos controle de tudo que foi feito na empresa. Agora, não dá nem para saber quantas bocas de lobo tem na cidade”, afirmou Denner.

Ele disse que só as obras antienchente, também a cargo da Constroteste, resultaram na construção de mais de mil novas bocas de lobo, cuja limpeza foi suspensa pelo governo de Edinho Araújo (PMDB) por “limitações financeiras”. Em nota, a Prefeitura confirmou a supressão da exigência e afirmou que desde julho a limpeza está sob responsabilidade das secretarias de Meio Ambiente, de Obras e do Semae, o que resultará em economia de R$ 476 mil até o final do ano. O diretor da Constroeste ficou de encaminhar documentos da empresa que comprovariam a limpezas das bocas de lobo.

Sobre a quantidade de caminhões previsto no contrato da faxina urbana - 24 -, Denner afirmou que empresa forneceria número ainda maior para a Prefeitura. Questionado sobre quais veículos exatamente foram usados, ele não soube precisar. Disse que irá analisar se existe controle (por rastreador) e encaminhar à comissão. Ainda sobre a faxina urbana, ele afirmou que havia um acordo com Secretaria de Meio Ambiente para que quando o limite de toneladas no mês - 5,5 mil - era atingido antes do prazo, todo o resto era depositado no aterro de Onda Verde, mas só era pesado, contabilizado e pago no mês seguinte.

Esse “depósito de sobras” explicaria, segundo ele, idas e vindas de caminhões no aterro em tempo de até 6 minutos com entrada, pesagem, e saída dos veículos. Para a CPI, o transbordo dessas “sobras” seria irregular. Para a CPI, o depoimento do diretor foi vago. “Ele não apresentou documentos sobre boca de lobo nem comprovou o uso dos caminhões da faxina urbana na quantidade prevista”, afirmou Rillo.

MP vai convocar ex-secretário

O promotor Sérgio Clementino afirmou nesta terça-feira, 19, que irá convocar o ex-secretário de Meio Ambiente Clinger Gagliardi para prestar depoimento. Clementino disse que vai chamá-lo após receber o relatório final da CPI do Lixo. A comissão tem até 10 de outubro para finalizar o parecer. O Ministério Público vai incluir o documento em inquérito já aberto para analisar os contratos entre a Prefeitura e Constroeste. Clinger prestou depoimento na CPI nesta segunda, 19.

A declaração do ex-secretário de que quando assumiu determinou a saída de dez funcionários da Secretaria de Meio Ambiente porque eles teriam “pretensões particulares” chamou atenção do promotor. “Ele vai ser chamado para esclarecer as coisas que foram ditas na CPI”, afirmou o promotor. Clinger foi secretário entre outubro de 2013 e dezembro de 2016, quando Valdomiro deixou a Prefeitura. O promotor também aguarda os apontamentos da comissão para traçar novas linhas de investigações em seu inquérito. Representantes da Constroeste também serão chamados a depor no MP.

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