Diário da Região

20/09/2017 - 23h50min

CASTIGO AMARGO

Bretas condena Cabral a 45 anos de prisão

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, condenou nesta quarta-feira, 20, o ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) a 45 anos e dois meses de reclusão e ao pagamento de 1.502 salários mínimos de multa pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, investigados na Operação Calicute.

Reprodução Cabral veste roupa de presidiário ao chegar a Bangu em novembro
Cabral veste roupa de presidiário ao chegar a Bangu em novembro

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, condenou nesta quarta-feira, 20, o ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) a 45 anos e dois meses de reclusão e ao pagamento de 1.502 salários mínimos de multa pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, investigados na Operação Calicute.

Esta é a segunda condenação de Cabral, que está preso desde novembro passado. Em junho, o ex-governador foi condenado a 14 anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, que cumpre prisão domiciliar, também foi condenada. A pena é de 18 anos e três meses de reclusão mais o pagamento de 776 salários mínimos de multa. Adriana deverá ser mantida presa em regime domiciliar. Outras onze pessoas envolvidas no esquema também foram condenadas na mesma decisão, a penas diferentes.

Na decisão desta quarta, Bretas condenou Cabral pela cobrança de 5% de comissão em obras realizadas por empreiteiras contratadas pelo governo do Rio, e 1% da chamada "taxa de oxigênio" cobrado das empresas. O juiz também considerou que o ex-governador foi o chefe do esquema criminoso e lavou dinheiro, por exemplo, na compra de joias caras.

“Sérgio Cabral, idealizador do gigante (sic) esquema criminoso institucionalizado no âmbito do Governo do Estado do Rio de Janeiro, era o chefe da organização, cabendo-lhe essencialmente solicitar propina às empreiteiras que desejavam contratar com o Estado do Rio de Janeiro, em especial a Andrade Gutierrez, e dirigir os demais membros da organização no sentido de promover a lavagem do dinheiro ilícito”, escreve o juiz na decisão.

Um dos advogados de Cabral, Rodrigo Rocca, protestou contra a decisão e pediu que o pedido de suspeição do juiz seja julgado em breve. “A sentença agride a lógica, o bom senso e a prova produzida nos autos. Passou a ser urgente que o Tribunal decida sobre a arguição de suspeição que fizemos contra o Juiz Marcelo Bretas e o afaste, o quanto antes, da presidência dos trabalhos”, disse.

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