Diário da Região

20/09/2017 - 22h41min

BORRACHA COM CHOCOLATE

Cultivo integrado de seringueira e cacau aumenta a produtividade

Produtores descobrem no cultivo consorciado da seringueira e do cacau uma forma de melhorar a lucratividade da propriedade

Divulgação A produção consorciada de cacau é uma alternativa viável para geração de renda na propriedade até que a produção de borracha tenha início
A produção consorciada de cacau é uma alternativa viável para geração de renda na propriedade até que a produção de borracha tenha início

O cultivo do cacau junto as seringueiras é a nova estratégica proposta para produtores de Rio Preto e região para tornar a produção da borracha mais sustentável financeiramente. Esse será um dos temas do Workshop Internacional de Heveicultura Poliver, que será realizado nesta quinta-feira, dia 21, em Rio Preto.

Após um período de queda nos preços da borracha, os produtores vivem um fase de estabilização no valor do produto. Mas, para conseguir competir com a baixa carga de impostos e tributos trabalhistas do sudeste Asiático, região do mundo que mais importa borracha, é preciso reduzir custos.

O plantio do cacau tem sido visto como uma alternativa do chamado "consórcio permanente", ou seja, conseguir o convívio harmonioso e rentável de duas culturas diferentes. Um projeto piloto está em andamento em José Bonifácio.

"Em maio visitei uma fazenda aqui em Rio Preto pioneira nesse consórcios, que tem dado os primeiros passos na região", afirmou Johnnes Neitzel Lemke, engenheiro agrônomo.

O cacau vem da região amazônica, portanto tem características que permitem que seja plantado em áreas de sombra. "A seringueira tem um período de maturidade financeira longo. Sempre foi comum colocar o feijão ou milho para aproveitar a área até o desenvolvimento da seringueiras. Mas, tanto o milho como o feijão não suportam sombreamento ou semi-sobreamento que ocorre após o crescimento das seringueiras. O cacau é uma cultura das que suporta", disse o engenheiro agrônomo.

Além do cacau, Lemke vai falar no workshop sobre diversas culturas associadas às seringueiras. O evento teve como objetivo abordar a temática econômica e o crescimento sustentável a partir da produção da borracha.

Para o economista e membro da Associação dos Países Produtores de Borracha Natural, Jom Jacob, da Malásia, é preciso que o Brasil invista em tecnologia para conseguir aumentar a produção e a competitividade da borracha brasileira. "O Brasil tem um potencial grande porque consegue melhor a adaptação e implementação de novas tecnologias. Para isso, é preciso investir na mecanização. Isso reduziria os custos trabalhistas", disse.

Jacob fala sobre os "Desafios e tendências da produção mundial de borracha natural para um crescimento sustentável". Ele fez um alerta. "O principal desafio é a questão da imprevisibilidade do mercado na formação de preços. Só com melhor análise do movimento do mercado é possível planejar investimentos. Um desafio interessante para os próximos anos é a questão do crescimento no mercado dos carros elétricos. Isso deve afetar o preço do petróleo, o que pode influenciar negativamente o preço da borracha", afirmou.

Mercado

Atualmente o Brasil produz 2% da borracha natural e 3% da borracha sintética do mundo. Isso corresponde a apenas 30% do que o próprio país usa. Por isso, o país é visto atualmente como grande potencial consumidor.

"A recuperação da economia brasileira provavelmente vai nos dar um aumento de consumo muito grande em escala mundial", afirmou Lekshmi Nair, economista sênior do Grupo Internacional de Estudo da Borracha, em Singapura, outra palestrante do evento.

Para ela, o aumento do preço da borracha também pode favorecer o crescimento da produção da borracha local. "Com o aumento da demanda no Brasil ,obviamente aumenta a oportunidade de o país expandir a produção local. Para isso acontecer é o necessário que tenha apoio para os brasileiros consigam exportar seu grande potencial de áreas disponíveis no Sudeste e Centro-oeste", disse a especialista.

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