Diário da Região

19/09/2017 - 21h28min

Braile rumo à Índia

Indústria rio-pretense de produtos médicos vai abrir unidade na Índia

A Braile Biomédica, indústria rio-pretense de produtos da área médica, vai montar uma fábrica na Índia. O objetivo do investimento é aumentar a participação da empresa no mercado asiático.

Liza Mirella Rafael Braile, diretor executivo da empresa, afirma que exportação é 15% do faturamento
Rafael Braile, diretor executivo da empresa, afirma que exportação é 15% do faturamento

A Braile Biomédica, indústria rio-pretense de produtos da área médica, vai montar uma fábrica na Índia. O objetivo do investimento é aumentar a participação da empresa no mercado asiático. Em fase inicial, o projeto ainda requer a aprovação do conselho da empresa, mas a decisão já foi tomada. “Estrategicamente é interessante ter uma posição lá”, afirma Rafael Braile, diretor executivo da indústria que hoje tem 300 funcionários na ativa.

Hoje, a Braile exporta suas linhas de produtos para 31 países e essas vendas significam 15% do faturamento da empresa. A fábrica na Índia tem como foco atender à Rússia, maior comprador da Braile, e países como Tailândia, Filipinas, Cazaquistão e Vietnã. Segundo Rafael, a ideia é que a fábrica seja construída e entre em operação num período de dois anos.

Serão feitos investimentos da ordem de US$ 5 milhões. O projeto será desenvolvido em fases. Na primeira, que é só finalizar o produto na Índia, ou seja, levá-lo semiacabado e vender como fabricado no país, serão gerados entre 20 e 30 empregos. “Queremos expandir a ponto ter uma unidade espelho da daqui, chegando a 200, 300 funcionários num período de cinco a seis anos.”

Ao fim deste período, a meta é que a indústria produza as cinco linhas da Braile: biológicos, para perfusão, endovasculares, eletromédicos (equipamentos para hospital) e oncologia. Mas, na primeira fase, segundo Rafael, o foco são os produtos de maior necessidade da população, que são válvulas cirúrgicas (10 mil ano), válvulas transcateteres (500 unidades) e as endopróteses (800 unidades ano).

Rafael Braile esteve na Índia no início deste mês para conhecer a realidade do país. Conta que ficou comovido com as necessidades do povo e com os contrastes entre luxo e pobreza. “A população tem necessidade de produtos tecnológicos a um custo mais acessível.” Durante a visita, que incluiu a participação da Braile na feira Índia Valves, voltada ao setor de cardiologia, com um estande, Rafael conheceu os possíveis locais onde a indústria será instalada.

Gostou de um terreno a cerca de 160 quilômetros de Mumbai, numa espécie de cidade industrial. O interesse pela Índia ganhou reforço pelos incentivos governamentais oferecidos a empresas que desejam se instalar no país. Segundo Rafael, além do terreno, há isenção de 40% dos impostos durante um período de sete anos e ainda capacitação específica para a formação da mão da obra que vai produzir no país.

“Sentimos no mercado indiano mais oportunidades, tanto de incentivos do governo como de necessidade da população”, afirmou. O projeto de expansão das fronteiras da Braile começa, mas não se restringe à Índia. Segundo Rafael, a empresa tem interesse em firmar parcerias no Reino Unido e montar um polo de apoio ao desenvolvimento dos produtos brasileiros. “Estamos abertos. A Braile tem oportunidade para se tornar uma multinacional no futuro”, diz.

Mercado interno

Com crescimento de 10% no primeiro semestre e de 32% em dois meses do segundo, o mercado também tem se mostrando melhor para Braile. Os números são resultados de lançamentos de produtos, como uma válvula que tem tratamento anticalcificante e um novo oxigenador. “Estamos chegando ao limite da capacidade de produção de algumas áreas.” Rafael explica que a empresa conseguiu aumentar os índices de produtividade em 30%, com uma equipe menor.

Em 2015, chegou a ter 500 funcionários, mas reduziu para 270 e hoje está com 300. “Quando atingirmos o limite de produção teremos novos turnos, de acordo com a necessidade”. Na época, a empresa chegou a entrar com pedido de recuperação judicial por dívidas bancárias, mas retirou o pedido em uma semana, acertou 70% do valor e alongou o prazo de pagamento do restante.

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