Diário da Região

20/09/2017 - 22h46min

TREMORES DE TERRA

Rio-pretenses vivem a tensão do terremoto no México

País ainda conta seus mortos, que até ontem somava 225 pessoas, e mantém buscas por sobreviventes

Cruz Vermelha Mexicana Socorristas tentam resgatar sobreviventes em escola que desabou na Cidade do México
Socorristas tentam resgatar sobreviventes em escola que desabou na Cidade do México

Rio-pretenses residentes no México passaram muito medo durante o terremoto de 7,1 na terça-feira que atingiu o centro do país na última terça-feira, 19, matando pelo menos 225 pessoas, conforme último balanço divulgado pelo governo do país até o fechamento desta edição.

O empresário e administrador de empresas Danilo Berardo de Souza, de 41 anos, mora na capital mexicana há 12. Já presenciou outros vários terremotos, mas este foi o maior e, embora saiba que a rotina vai voltar, ainda considera difícil dormir à noite.

Ele relata que não teve tempo para pensar no que estava acontecendo, por isso não teve medo de morrer. “Mas ficamos preocupados com a família que estava longe. Liguei para minha esposa, mas as linhas telefônicas estavam congestionadas. Por sorte consegui localizá-la por WhatsApp”, lembra.

A esposa dele, a argentina Natalia Lozano Espenet, de 37 anos, diretora de vendas que conheceu no México e com quem se casou há quatro anos e meio, estava no 26º andar do prédio de seu escritório e sentiu o edifício balançar. “Tiveram que evacuar pela escada, mas só depois que terminou o tremor”, diz o empresário. “É uma sensação estranha, mistura de medo com impotência e angústia. A gente nunca se acostuma. O barulho dos edifícios se contorcendo é assustador”, descreve.

O abalo ocorreu às 13h14, quando muitos mexicanos estavam no trabalho. “Eu estava na fábrica e tivemos que evacuar o prédio. Esperamos terminar e alguns minutos mais para poder entrar novamente. Graças a Deus a região norte da cidade, onde eu estava, teve danos menores”, diz.

Danilo relata que a cidade está em estado de choque. “As zonas mais afetadas estão com trabalhos de resgate desde ontem (terça-feira, 19) sem parar, ainda em busca de sobreviventes.” Ele aponta que depois de 1985, quando um terremoto deixou um rastro de mortes na Cidade do México, os grandes edifícios de escritórios são projetados para aguentar tremores de 9,0 na escala Richter – há 32 anos, o abalo foi de 8,1 a 8,3.

Rodolfo da Silva, empresário de 44 anos, mora no México há 14. Ele diz que o clima está mais tenso no Centro e no Sul da capital. “A terra não é muito firme e tem edifícios que são mais antigos”, conta ele que nasceu de São Paulo, mas morava em Rio Preto quando decidiu se mudar para o exterior. Hoje, vive no Estado do México, a dez quilômetros da área mais afetada.

“Eu estava estacionado e começou a mexer muito o carro. Começou a ficar mais forte, olhei pelo retrovisor, não vi nada.” Foi quando um funcionário saiu da oficina onde ele estava e alertou sobre o terremoto. “Vi o prédio que eu estava em frente todo balançando. Pensei ‘é outro terremoto comum’. Mas depois comecei a ver as notícias e a sensação e bastante temerosa. Meu filho estava na escola, é a primeira coisa que você pensa. É um sentimento de tristeza, de impotência”, descreve.

A arquiteta Maria Paula Esteves, de 37 anos, mora em Metepec, há 40 quilômetros da Cidade do México. Segundo ela, por lá o ambiente é de ajudar da maneira que for possível – com doação de dinheiro, comida, água, ferramentas, materiais e remédios.

Moradora do país há sete anos, nunca tinha vivenciado um terremoto com epicentro tão próximo de onde vive. “O povo mexicano é de uma força impressionante. Instantaneamente após o sismo as pessoas começaram os trabalhos voluntários, tirando escombros e organizando o trânsito.”

Buscas

As buscas de sobreviventes continuam nas áreas afetadas e, durante toda a noite, equipes de resgate e as forças de segurança participaram dos trabalhos de remoção de escombros, auxiliados por milhares de cidadãos.

Pelo menos 32 crianças e cinco adultos morreram em uma escola que desabou no sul da Cidade do México por causa do terremoto, informou a imprensa local. Os trabalhos de resgate viraram a noite nesta escola, um dos cerca de 40 prédios que tombaram na capital.

De acordo com a emissora Television, que entrevistou fontes oficiais, já foi possível resgatar 14 pessoas com vida e estima-se que 20 ainda estejam sob os escombros.

O coordenador nacional de Defesa Civil mexicano, Luis Felipe Puente, afirmou em sua conta no Twitter que até agora foram registrados 94 mortes na Cidade do México, 71 nos Estados de Morelos, 43 em Puebla, 12 no Estado do México, quatro em Guerrero e um em Oaxaca.

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