Diário da Região

20/09/2017 - 22h14min

PARALISAÇÃO

Carteiros de Rio Preto entram em greve

Segundo sindicato, 70% dos trabalhadores aderiram ao movimento e cruzaram os braços

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, dia 20, os carteiros decidiram permanecer com as atividades paralisadas na região de Rio Preto. Aproximadamente 70 trabalhadores estão de braços cruzados desde as primeiras horas desta quarta, em protesto contra a retirada de cláusulas do acordo coletivo feito entre o movimento sindical e os Correios.

Uma outra assembleia está marcada para a próxima sexta-feira, 22. Na reunião, os carteiros decidirão se devem ou não permanecer paralisados. Segundo o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sintect), Sérgio Pimenta, a paralisação acontece em todo País contra retirada de cláusulas que, para o sindicato, são essenciais para o trabalhador carteiro.

“Querem reduzir o acordo salarial a nível de CLT e, em contrapartida, não estão oferecendo nada”, disse o secretário. Entre as cláusulas do acordo coletivo estão a realização de concursos públicos para a contratação de novos funcionários, mudanças nos benefícios do Plano de Saúde, adesão do Programa Casa Própria, fim da entrega matutina, participação do sindicato no redimensionamento de carga, responsabilidade civil em acidente de trânsito, indenização por morte ou invalidez permanente, além de direitos a tratamento para portadores de HIV e benefícios para gestantes e acompanhantes.

Na terça-feira, 19, a empresa divulgou a retirada e modificação de 22 destas cláusulas e anunciou, ainda, o fim de programas de tratamento do alcoolismo e dependência química, do acompanhamento à doenças/distúrbios mentais, da ginástica laboral e disse ao sindicato, segundo o secretário, que quer rebaixar ao menos sete das 14 cláusulas de saúde.

Na unidade da rua Independência, no Jardim Urano, cerca de 20 trabalhadores aderiram ao movimento. Na avenida Cenobelino de Barros Serra, oito carteiros estão sem trabalhar. Na área central, 10 funcionários estão paralisados e 17 deixaram o serviço na unidade da avenida Nossa Senhora da Paz. Além disso, oito carteiros cruzaram os braços no CDD de Fernandópolis e quatro aderiram à paralisação em Jales.

“Não tem como classificar exatamente a quantidade de correspondências prejudicadas, mas em média 50 mil foram afetadas com a paralisação”, disse Pimenta.

Correios

Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios informou que a paralisação parcial não afetou os serviços de atendimento dos Correios. A empresa disse que até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis.

Os Correios informaram também que o movimento está concentrado na área de distribuição — levantamento parcial realizado na manhã de hoje mostra que 93,17% do efetivo total dos Correios no Brasil estão presentes e trabalhando — o que corresponde a 101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

No interior de São Paulo, segundo a empresa, 93,3% do efetivo estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 10.388 empregados.

Em relação às negociações, estas ainda estão sendo realizadas com os sindicatos que não aderiram à paralisação esta semana. De acordo com os Correios, a ECT continua “disposta a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”.

(Colaboraram Arthur Avila e Gabriel Vital)

Paralisação em 20 Estados

Além de Rio Preto, já aderiram a greve sindicatos de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (Santa Maria), Sergipe e Santa Catarina.

Representados por outra federação, os funcionários da capital paulista e da região de Bauru (SP) ainda devem fazer assembleia próprias na próxima semana, para definir se também irão entrar em greve.

A categoria tenta negociar um reajuste salarial de 8%. Segundo a Fentect, após mais de 40 dias desde a apresentação para a proposta, a empresa apenas tentou excluir cláusulas para o acordo coletivo de trabalho.

Os funcionários também reclamam do fechamento de agências, o que dificulta os serviços postais e bancários, ameaças de demissão, corte em investimentos, suspensão de férias, entre outras questões.

A entidade também demanda novos concursos para a reposição de funcionários que se aposentaram. A última seleção para empresa ocorreu em 2011.

(Agência Estado)

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