Diário da Região

20/09/2017 - 17h52min

Correios

Carteiros fazem paralisação em Rio Preto

O serviço de entrega de correspondências foi prejudicado com a paralisação, mas em média 30% dos carteiros continuaram trabalhando

Aproximadamente 70 carteiros de Rio Preto e região cruzaram os braços desde a meia-noite desta quarta-feira, 20.

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sintect), Sérgio Pimenta, a paralisação acontece em todo país em protesto à retirada de cláusulas do acordo coletivo feito entre o movimento sindical e a empresa dos Correios, cláusulas estas que, segundo o sindicato, são essenciais para o trabalhador carteiro.

"Querem reduzir o acordo salarial a nível de CLT e em contrapartida, não estão oferecendo nada", disse o secretário. Entre as cláusulas propostas no acordo coletivo, estão a realização de concursos públicos para a contratação de novos funcionários, mudanças nos benefícios do Plano de Saúde, adesão do Programa Casa Própria, fim da entrega matutina, participação do sindicato no redimensionamento de carga, responsabilidade civil em acidente de trânsito, indenização por morte ou invalidez permanente, além de direitos a tratamento para portadores de HIV e benefícios para gestantes e acompanhantes.

Na terça-feira, 19, a empresa divulgou a retirada e modificação de 22 destas cláusulas e anunciou, ainda, o fim de programas de tratamento do alcoolismo e dependência química, do acompanhamento à doenças/distúrbios mentais, da ginástica laboral e disse ao sindicato, segundo o secretário, que quer rebaixar ao menos sete das 14 cláusulas de Saúde.

De acordo com a categoria, 29 sindicatos já estão paralisados em todo o país. O Sintact de Rio Preto compreende os cinco centros de distribuição domiciliar (CDD) da cidade e de outros municípios da região.

Na unidade da rua Independência, no Jardim Urano, cerca de 20 trabalhadores aderiram ao movimento. Na avenida Cenobelino de Barros Serra, oito carteiros estão sem trabalhar. Na área central, 10 funcionários estão paralisados e 17 deixaram o serviço na unidade da avenida Nossa Senhora da Paz. Além disso, oito carteiros cruzaram os braços no CDD de Fernandópolis e quatro aderiram à paralisação em Jales.

O serviço de entrega de correspondências foi prejudicado com a paralisação, mas em média 30% dos carteiros continuaram trabalhando. "Não tem como classificar exatamente a quantidade de correspondências prejudicadas, mas em média 50 mil foram afetadas com a paralisação", disse Pimenta.

Após a concentração em frente às unidades, os carteiros partiram em direção à sede do sindicato, na rua Tiradentes, para reivindicar por seus direitos e aguardar até à Assembleia, que está marcada para as 17h.

"Vamos avaliar se iremos continuar ou não. Nosso sindicato representa 106 cidades de Rio Preto e região. Hoje só em Rio Preto temos média de 400 trabalhadores e juntos podemos construir a greve", explicou Pimenta.

Em nota, a assessoria de imprensa dos Correios informou que a paralisação parcial não afetou os serviços de atendimento dos Correios. A empresa disse que até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis.

Os Correios informaram também que o movimento está concentrado na área de distribuição — levantamento parcial realizado na manhã de hoje mostra que 93,17% do efetivo total dos Correios no Brasil estão presentes e trabalhando — o que corresponde a 101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

No interior de São Paulo, segundo a empresa, 93,3% do efetivo estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 10.388 empregados.

Em relação às negociações, estas ainda estão sendo realizadas com os sindicatos que não aderiram à paralisação esta semana. De acordo com a os Correios, a ECT continua disposta a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa.

(Colaborou Arthur Avila)

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