Diário da Região

19/09/2017 - 22h32min

EXEMPLO NA EDUCAÇÃO

Escola de Novo Horizonte está entre as dez melhores do País

A Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, de Novo Horizonte, é a unidade da região que melhor consegue produzir boa aprendizagem nos anos finais do ensino fundamental com alunos de baixo nível socioeconômico sem criar grandes disparidades no desenvolvimento de seus estudantes

Divulgação Parte dos alunos dos anos finais do ensino fundamental da escola Hebe de Almeida Leite Cardoso, de Novo Horizonte
Parte dos alunos dos anos finais do ensino fundamental da escola Hebe de Almeida Leite Cardoso, de Novo Horizonte

A Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, de Novo Horizonte, é a unidade da região que melhor consegue produzir boa aprendizagem nos anos finais do ensino fundamental com alunos de baixo nível socioeconômico sem criar grandes disparidades no desenvolvimento de seus estudantes. É o que aponta um estudo divulgado nesta terça-feira, 19, e realizado pela Fundação Lemann em parceria com o Itaú BBA e o Instituto Suisse Hedging Griffo. Os anos finais vão do sexto ao nono do ensino fundamental.

O estudo foi motivado porque considera-se que a educação pública no Brasil tem dificuldade em garantir boa aprendizagem para estudantes inseridos em contextos socioeconômicos desfavoráveis. A unidade é a única da região que aparece entre as 31 que mantiveram os mesmos níveis entre 2013 e 2015. Para entrar no estudo, a escola teve que preencher uma série de critérios, como ter pelo menos 50% dos alunos com aprendizado adequado em Língua Portuguesa e Matemática.

A Hebe de Almeida Leite Cardoso preencheu todas as exigências e ficou entre as dez melhores colocadas do país – é a única do Estado na lista das melhores. Os dados referem-se a 2015. Considerada pequena, a escola destaca-se por sua infraestrutura, muitas vezes encontrada apenas em colégios particulares. Além de ar-condicionado em todas as salas de aula, o espaço conta com salas multimídia, anfiteatro e jardim. A escola recebeu a visita de representantes da Fundação e participou de uma série da revista Superinteressante, da Editora Abril, chamada “Quatro escolas públicas, pobres e excelentes”.

A diretora Cristina Bertolini do Prado diz que os alunos trabalham com apostilas. Os que se destacam são encaminhados para o aprofundamento do conteúdo e os que têm dificuldade passam por um reforço. Todas as semanas, há provas de Português e Matemática, matérias nas quais, para ela, todas as outras disciplinas estão alicerçadas. Os alunos recebem tarefas todos os dias para fazer em casa e participam de atividades extraclasse relacionadas ao conteúdo trabalhado em sala.

“A palavra equidade para nós é muito forte. A gente tem de ensinar o aluno, ele tem capacidade de aprender, não importa a região que ele mora. O aluno foi tendo em mente que a escola é o único caminho que ele tem para traçar, para caminhar, para chegar no sucesso. Foi percebendo que precisa estudar”, afirma. A diretora aponta a importância da proximidade da família e diz que, quando alguém começa a faltar às aulas, os assistentes sociais e conselheiros tutelares vão até sua casa.

Elisa Cardoso, 15, está no 9º ano e teve na escola, na família e nos amigos o apoio de que precisou quando, ainda criança, perdeu a mãe por problemas renais causados pelo lúpus e o irmão por problemas no coração. “No momento que eu estava passando tudo, o que foi feito para mim marcou demais. O apoio de todos, as cartinhas dos meus amigos fizeram com que minha dor fosse mais suportável.” No ano passado, graças a seu bom desempenho, ganhou uma viagem com outros alunos para Portugal.

A meta agora é ser professora. “Quero conquistar ainda mais, poder fazer a diferença, dar minha contribuição.” Isabela Caroline Mendes de Lima, 14, também do 9º ano, conta que quando criança tinha problemas familiares. “Eu era uma pessoa triste, mas quando chegava na escola me encontrava. Foi aqui que tive apoio de uma professora, a qual nunca me deixou desistir, me dava os melhores conselhos, incentivos. Foi com ela que aprendi a me concentrar melhor e assim me dedicar totalmente.”

Cinco escolas de Rio Preto foram contempladas com selos no mapeamento das escolas com bons resultados, divulgado na mesma pesquisa. É o selo excelência, que selecionou unidades em que grande parte dos alunos tiveram sucesso no aprendizado. A Escola Municipal Roberto Jorge, no Distrito Industrial, foi contemplada com o selo de destaque regional dos anos finais do ensino fundamental e voltado às unidades que atendem alunos de baixo nível socioeconômico. A Escola Estadual José Felício Miziara teve reconhecimento semelhante, mas por atender alunos de alto nível socioeconômico.

Esta categoria traz escolas que estão avançando, mas ainda não estão em um patamar alto. A Escola Estadual Professor Daud Jorge Simão, no Cidade Jardim, e a Escola Municipal Doutor Roberto Buzzini, do Jardim Yolanda, receberam o mesmo selo entre as que atendem alunos com alto nível socioeconômico nos anos iniciais do ensino fundamental – do 1º ao 5º ano. A Escola Estadual Voluntários de 32 ganhou o selo de percurso positivo dos anos finais do ensino fundamental. A unidade atende estudantes de alto nível socioeconômico.

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