SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

A gastronomia e os nossos restaurantes

Coluna relembra tradicionais restaurantes de Rio Preto, cujos pratos vão do árabe ao oriental, passando por churrasco e massas

Cesar Belisario
Publicado em 19/01/2020 às 00:30Atualizado em 08/06/2021 às 00:11
Churrascaria Gaúcha, nos anos de 1950 (Arquivo Público Municipal)

Churrascaria Gaúcha, nos anos de 1950 (Arquivo Público Municipal)

Há pouco ou quase nada de relatos sobre a nossa gastronomia nos livros de nossa história. Mas, devido ao papel dos mineiros na nossa fundação, podemos supor que a comida desta região predominou por muitas décadas na cidade. Tá certo que o primeiro morador e fundador, João Bernardino de Seixas Ribeiro, veio de Jaboticabal, mas ele também nasceu no Estado de Minas Gerais, em Ouro Preto, em 1807.

Na página 195 do livro "São José do Rio Preto 1852 - 1894. Roteiro Histórico do Distrito", do professor e historiador Agostinho Brandi, temos o relato: "Rio Preto nasceu em cima de um pasto. Defronte ao cruzeiro da capelinha - ali na matriz - dormiu longas noites o gado pachorrento do pioneiro João Bernardino. E muitos anos depois a pecuária ainda interessava mais aos povoadores de Rio Preto - incluindo temos a criação de suínos e equinos - porque nossas estradas eram péssimas e os transportes caros demais para incentivarem o cultivo de arroz, milho, feijão, fumo, cana", diz o professor.

Posteriormente a agricultura e a pecuária, naturalmente, tiveram origem comum face às necessidades imediatas de sobrevivência. Arroz, feijão, milho, mandioca e cana foram os primeiros produtos básicos dessa primitiva atividade. Em 31 de dezembro de 1890, foi realizado o segundo recenseamento brasileiro. No distrito de São José do Rio Preto, a população cresceu de 2.639 para 6.586 habitantes, sendo somente oito estrangeiros homens. Então pouca coisa mudou até a virada do século.

De 1900 em diante, 50 anos após a chegada dos primeiros bandeirantes, teve início então a verdadeira fase da nossa colonização, com a corrente imigratória vinda não só do estrangeiro, como os sírios, espanhóis, italianos e portugueses, como de outros estados brasileiros. Até o início da década de 1930, tínhamos apenas cinco restaurantes cadastrados na Prefeitura, segundo o "Álbum Illustrado da Comarca - 1927 - 1929": José Maria, Luiz Nunes da Fonseca, Pedro Canniza, Pedro Souza Ribeiro e Raphael Copula.

Nas décadas seguintes muitos surgiram. Entre eles a "Brasserie Paulista", na Praça Dom José Marcondes; a "Salada Paulista" e o "Restaurante Comercial", na rua Bernardino; "Bambina Bar e Restaurante", na rua Jorge Tibiriçá de frente para a Praça Rui Barbosa; a "Churrascaria Gaúcha", "Rodeio", a "Churrascaria Cocenzo", na rodovia Washington Luís, "Frango Carijó" na rua Tiradentes; de comida árabe como "Ovelha Negra Drinks - Irmãos Sheidd", "Almanara", "Kiberama", "Bar do Nicola", entre tantos. De comida italiana, inúmeras pizzarias, como as saudosas "Terraza Napoli", "C'adoro" e a eterna "Pizzaria San Remo".

Hoje temos de tudo, inclusive inúmeros estabelecimentos orientais. Um dos primeiros é o Ying Choi, que ainda está no mesmo lugar: na esquina da rua XV de Novembro com a rua Silva Jardim. Já é histórico. Bom apetite.

Churrascaria Concenzo, na rodovia Washington Luís (Fotos: Arquivo Público Municipal)

Restaurante Cadoro, à margem da Represa Municipal, ao lado do Palácio das Águas (Fotos: arquivo Público Municipal)

Restaurante Comercial, na Bernardino

Restaurante chinês Ying Choi, na rua XV de Novembro com a Silva Jardim, nos anos 80 (Fotos: arquivo Público Municipal)

Ovelha Negra Drinks, de culinária árabe

Bambina Bar e Restaurante, na rua Jorge Tibiriçá

Mix Restaurante, no cruzamento da avenida Alberto Andaló com a Marechal Deodoro

Restaurante Salada Paulista, na rua Bernardino de Campos, em 1974

 
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